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Cozinhando no quintal – Repórter Eco (TV Cultura), 21 de dezembro de 2014

Matéria e entrevista com a educadora e documentarista Renata Meirelles, autora do livro Cozinhando no quintal.

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Assista aqui à matéria na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

 

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Cozinhando no quintal – Setor 3 (Senac), 27 de outubro de 2014

Cozinhando no quintal

Resultado do projeto Território do Brincar, Cozinhando no quintal traz a poesia do cozinhar das crianças de diferentes regiões do Brasil

Independente da região e classe social, várias crianças brincam de cozinhar com elementos da natureza e um bocado de imaginação. Algumas usam lama para preparar o bolo de chocolate, outros preferem os matinhos para preparar uma salada colorida. Todos esses preparos coloridos e criativos foram apresentados pela dupla Renata Meirelles, educadora, e o documentarista, David Reeks, idealizadores do projeto Território do Brincar, em parceria com o Instituto Alana, no livro Cozinhando no quintal, da editora Terceiro Nome. Veja aqui notícia sobre a iniciativa.

Após um ano e oito meses, a educadora e o documentarista percorreram diversas regiões do País com distintas realidades socioeconômicas para ouvir, registrar e compartilhar os saberes e a cultura infantil. Por meio de filmes, fotos, textos e áudios, eles mostraram diferentes formas de brincar em comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral. Todo material está publicado no site da iniciativa.

Por meio de fotos, o livro Cozinhando no quintal mostra como as crianças usam os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, preparando comidinhas de brincadeira com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes.

Com uma linguagem poética, o livro traz 22 imagens desse dia a dia lúdico. Em cada pratinho, é explicado os ingredientes utilizados, os “chefs” e o local onde foi feito o registro.

Segundo Renata, a ideia desse livro surgiu durante a montagem da exposição itinerante do projeto. “Após essa montagem, notamos como tínhamos fotos das comidinhas. Inicialmente pensei em montar um painel com todos aqueles pratos. Para cada um deles, pensei em uma linguagem poética em que mostrava a importância daqueles materiais utilizados e a própria brincadeira”, comentou. Ainda lembrou que uma pessoa da editora se interessou pelo material e sugeriu montar um livro com esse conteúdo específico.

Esse material foi organizado em quatro meses para elaboração da publicação. “Acredito tanto que é de fato olhar para criança, e o brincar. Seja nas grandes cidades, onde for, olhar e perceber as coisas belas e poéticas construídas por elas”.

A educadora também explicou que a publicação é voltada para todo tipo de público, tanto adultos quanto crianças. Para os adultos, o livro pode ajudar em suas recordações afetivas e valorizar esse tipo de brincadeira para seu filho, ou neto, por exemplo. Já as crianças prestam atenção no processo e como é feito, inclusive até incentiva mais o brincar de cozinhar. “É incrível observar como sempre usam elementos da natureza em suas receitas”, notou Renata.

A pesquisadora e idealizadora do Território do Brincar também reforçou que esse tipo de brincadeira ocorre em crianças do meio urbano e rural e de distintas classes sociais. A diferença está na intensidade da fala durante a brincadeira. Segundo suas gravações, observou que as crianças de grandes cidades costumam falar muito, comparadas com as do interior que brincam de forma mais silenciosa. “A essência do fazer a comidinha é igual a todos, só difere um pouco o contexto cultural”.

A expectativa da autora é inspirar a poesia do brincar e o que a criança pode contribuir com seu repertório próprio para o dia a dia. “Espero que possa ficar cada vez mais claro essa potência do que a criança tem e já é. Ela não precisa estar só esperando na fila da vida para receber coisas, aprender e absorver informações. A criança já chega carregada de muitas coisas”, pontua.

Confira aqui a matéria na íntegra

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Cozinhando no quintal – Tempo de Creche, 9 de outubro de 2014

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Renata Meirelles conta como surgiu o livro Cozinhando no quintal

A educadora Renata Meirelles, idealizadora do projeto Território do Brincar, com a co-realização do Instituto Alana, é autora do livro Cozinhando no quintal (Editora Terceiro Nome), lançado no dia 8 de outubro.

O livro nasceu da experiência vivida por Renata e pelo documentarista David Reeks entre abril de 2012 e dezembro de 2013, quando eles percorreram diversas regiões brasileiras, como comunidades rurais, indígenas, quilombolas, metrópoles, sertão e litoral. Cozinhando no quintal mostra como as crianças utilizam os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, fazendo comidinhas de brincadeira com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes.

Como surgiu o projeto do livro?

Renata – Este é o primeiro livro que surgiu como resultado do Território do Brincar. Para quem ainda não conhece, o Território do Brincar, uma co-realização com o Instituto Alana, é um projeto de pesquisa, registro e difusão da cultura da infância no Brasil. Durante 21 meses de viagem (de abril de 2012 a dezembro de 2013) organizamos uma parceria com seis escolas para alimentar o olhar sobre o brincar da criança dentro e fora da escola. Nesse processo desenvolvemos uma pesquisa coletiva, entre nós e essas escolas parceiras, onde um dos temas foi o brincar de casinha. Como essa brincadeira acontece dentro e fora da escola? O que as crianças nos dizem quando estão brincando de casinha? O que existe por trás dos gestos das crianças ao brincar de casinha? As comidinhas, que tanto me encantavam, foram um ponto alto da minha pesquisa dentro desse tema, e delas nasceu esse livro.

Como você trabalhou a parceria com as escolas?

Renata – A parceria com as escolas era sempre com educadores e coordenadores. Fazíamos encontros mensais, de 2 horas, por Skype com cada escola – a gente de um lado, eles na própria realidade do outro lado e a equipe do Instituto Alana sempre mediando essas conversas. Então conversávamos sobre temas que eu achava relevante em cada comunidade que passávamos. Eu trazia estes temas e a gente discutia com imagens, que é sempre o nosso forte. Isto gerava várias situações para os educadores. Trabalhamos essa questão de trazer realidades de fora da escola de forma intensa, durante um ano. No final desse primeiro ano propus a pesquisa da brincadeira da casinha. Os educadores registrariam nas escolas como as crianças faziam essa brincadeira. Só tinha um pré-requisito: a brincadeira precisava ser espontânea e não sugerida como atividade pelos educadores. Com isso, já surgiram questões importantes como por exemplo o espontâneo dentro da escola e o tempo disponível para brincar. Foi tudo tão interessante que decidimos realizar um filme para apresentar essa parceria como um todo. Estamos em fase de finalização desse filme com entrevistas com as educadoras, falando do que foi olhar e discutir sobre a criança dentro e fora da escola. Não sabíamos no que ia dar esse diálogo, o convite era para acreditar nas incertezas e desfrutar do encontro com o outro. Foi um desafio e tanto para todos nós. As escolas tiveram a liberdade para decidir com qual segmento iam participar (infantil, fundamental e médio). Acredito que o diálogo foi intenso, verdadeiro e transparente e conseguimos assumir o que a gente não sabe, e que ainda falta conhecer gerando, assim, um aprendizado muito profundo sobre a infância. E para nós foi muito importante compartilhar, em tempo real, tudo o que estávamos vendo e vivendo nessas regiões. São muitas nuances vividas ali que não queríamos assumir como a resposta certa, o jeito certo de olhar. Então esse diálogo foi fundamental.

Produzir o registro das comidinhas feitas pelas crianças era tão espontâneo para mim, que nem pensava por que estava realizando aquilo. Via tanta beleza ali que me sentia convidada a registrar.

Quando chegamos da viagem, tínhamos que montar uma exposição para participar da mostra Ciranda de Filmes (março/2014), outro lindo projeto realizado pelo Instituto Alana e parceiros. Um dos temas que eu quis trabalhar nesta exposição foi o das casinhas. Quando estava analisando minhas fotos me dei conta: “nossa, quanta foto de comidinha!”

Pensei em fazer uma espécie de menu daquelas imagens. Então escrevi uma receita para cada prato que usava lama, flores, grama, etc. Fui trazendo sempre o elemento regional: dos pampas, das dunas do Ceará, enfim coisas que tinham ligação com cada lugar. Quando a editora que trabalha comigo, e que fez o meu livro Giramundo(Editora Terceiro Nome), viu o resultado na exposição, comentou: “nossa, Renata isto dá um livro!”

Convidamos uma nutricionista, chefe de cozinha, muito bacana, a Neide Rigo para escrever um texto sob o ponto de vista de uma chefe de cozinha de verdade, para as nossas chefs de cozinha de brincadeiras. Então ficou uma ideia original, e foi assim que nasceu esse livro Cozinhando no Quintal.

O que este livro pode trazer os educadores que não participaram deste projeto?

Renata – A sensibilidade do olhar para a criança brincar. O que o nosso trabalho faz, de um modo geral, e não só neste este livro, é a proposta de levar a sério a poética da infância. Levar a sério as questões do brincar. Trazer credibilidade efetiva para uma relação muito viva que ocorre na brincadeira. Isto foi muito claro para nós em todo o processo. Este livro é uma resposta para isto também.

Como você vê este livro dentro da escola?

Renata – Eu acho que tem um espaço poético. Um lugar de sensibilização do olhar para as belezas produzidas diariamente pelas crianças. Existem ainda outros produtos como resultado deste projeto, como duas séries para TV, um filme de longa metragem e mais alguns livros, mas este Cozinhando no Quintal é de um lugar da poesia mesmo. É para estar junto com os educadores e certamente com as crianças, que vão gostar muito. É um livro que traz a mensagem de que o que as crianças estão fazendo é verdadeiramente poético.

Veja aqui a entrevista na íntegra

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Cozinhando no quintal – blog Conta uma história, 9 de outubro de 2014

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Sugestões de presentes para as crianças

“Cozinhando no quintal”, Editora Terceiro Nome

Este livro traz à tona uma brincadeira típica da infância, mas que infelizmente poucas crianças têm a oportunidade de praticar, por que não moram em casas ou não têm quintal: brincar de fazer comidinha. Escrito pela educadora Renata Meirelles, idealizadora do projeto Território do Brincar, o livro “ Cozinhando no quintal, que foi lançado há poucos dias, nasceu a partir da experiência vivida por ela e pelo documentarista David Reeks entre abril de 2012 e dezembro de 2013, quando percorreram diversas regiões brasileiras – incluindo comunidades rurais, indígenas e quilombolas, grandes metrópoles e localidades no sertão e no litoral.

“Cozinhando no quintal” mostra, por meio de registros fotográficos, como as crianças utilizam com criatividade os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, fazendo comidinhas com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes. As fotos dos pratos dos pequenos chefs vêm acompanhadas de textos com informações sobre os ingredientes escolhidos e o modo de preparo.

Confira aqui o post na íntegra

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Cozinhando no quintal – Catraca Livre, 10 de outubro de 2014

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Livro registra comidinhas de brincadeira feitas por crianças ao redor do Brasil

Escrito pela educadora Renata Meirelles, idealizadora do projetoTerritório do Brincar, o livro “Cozinhando no Quintal” nasceu a partir da experiência vivida por ela e pelo documentarista David Reeks entre abril de 2012 e dezembro de 2013, quando percorreram diversas regiões brasileiras – incluindo comunidades rurais, indígenas e quilombolas, grandes metrópoles e localidades no sertão e no litoral.

Cozinhando no quintal mostra, por meio de registros fotográficos, como as crianças utilizam com criatividade os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, fazendo comidinhas com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes. As fotos dos pratos dos pequenos chefs vêm acompanhadas de textos com informações sobre os ingredientes escolhidos e o modo de preparo.

Segundo a jornalista, Cozinhando no quintal é “uma inspiração que todos deveriam ter ao lado, pra nunca deixar morrer a delicadeza ligada ao que nos faz vivos: a comida de corpo e alma”.

O livro custa R$ 22 e já está à venda em livrarias de todo o país ou pelo site daEditora Terceiro Nome.

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Cozinhando no quintal – CBN Noite Total com Tania Morales, 9 de outubro de 2014

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Maioria das meninas brinca como se estivesse cozinhando

A pesquisadora das brincadeiras Renata Meirelles viaja o Brasil desde 1994. Ela é mestre pela Faculdade de Educação da USP e está lançando o livro ‘Cozinhando no Quintal’, sobre as brincadeiras de cozinhar pelo país.

Ouça aqui a entrevista na íntegra

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Cozinhando no quintal – Bebe.com.br, 7 de outubro de 2014

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Livro registra brincadeiras pelo Brasil

A educadora Renata Meirelles e o documentarista David Reeks, junto com os dois filhos, passaram dois anos na estrada, mergulhados nos mais diversos contextos do brincar. Nessa viagem, eles constataram que, no Brasil inteiro, de diferentes maneiras, as crianças brincam de cozinhar. “Em cada lugar onde desembarcávamos, havia sempre crianças em algum cantinho construindo um lar. Debaixo de árvores, na sala do apartamento, na praça, na calçada, na garagem, até debaixo da cama encontramos casinhas delicadamente organizadas”, explica Renata.

Ela ficou tão encantada com as comidinhas que resolveu lançar um livro exclusivamente sobre isso. E assim nasce o Cozinhando no Quintal, que será lançado amanhã, quarta-feira, em São Paulo.

Renata é idealizadora do Território do Brincar, em parceria com o Instituto Alana. O projeto é um trabalho de escuta, intercâmbio de saberes, registro e difusão da cultura infantil. E o livro nasceu a partir da experiência vivida por Renata e David entre abril de 2012 e dezembro de 2013, em uma viagem que incluiu comunidades rurais, indígenas e quilombolas, grandes metrópoles e localidades no sertão e no litoral.

Cozinhando no Quintal mostra, por meio de registros fotográficos, como as crianças utilizam os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, fazendo comidinhas de brincadeira com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes.

“O fogão pode ser de barro, de plástico, de pedra ou um de verdade, largado ao vento no fundo do quintal. Os bolos e comidinhas aparecem instantaneamente, brotando como por encanto em uma intensa conversa de mão para mão, de panelinha para panelinha, de criança para criança, seja onde for. Essas casinhas e suas comidinhas são unânimes: pertencem a todos nós”, finaliza Renata.

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