Arquivo do mês: julho 2014

O estádio dos desejos – Cartão Verde (TV Cultura), 29 de julho de 2014

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Sorteio do livro O estádio dos desejos, de Juan Villoro.

Assista aqui ao programa na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

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Albinos – iPhoto Channel, 30 de julho de 2014

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Série premiada de Gustavo Lacerda vira livro

Fotógrafo publicitário, Gustavo Lacerda, de 44 anos, viu seu trabalho autoral ganhar relevo comAlbinos, série de retratos em estúdio na qual o mineiro trabalhou durante cinco anos. O tempo de dedicação ao tema foi recompensado com prêmios importantes, como o Porto Seguro de Fotografia (2010) e o da Fundação Conrado Wessel (2011), e a inclusão na Coleção Pirelli-Masp de Fotografia. “É um dos trabalhos mais arrebatadores da atualidade”, classificou Alexandre Belém, editor do blogue Sobre Imagens.

Agora, o ensaio ganha versão em livro (68 págs., R$ 90), pela editora Madalena. O lançamento será nesta quinta (31), às 19 horas, no Madalena Centro de Estudos da Imagem, em São Paulo.

Na série, Gustavo lida com questões como alteridade e autoestima. Ele fotografou quase 50 albinos, indivíduos caracterizados pela ausência de pigmento na pele, cabelos e olhos, condição que afeta em torno de 10 mil brasileiros, estima a Associação Brasileira de Dermatologia. Não há estatística precisa, em função do estigma que o albinismo encerra – e que o aparta da sociedade.

No caso do fotógrafo, foi justamente isso que chamou sua atenção. Certo dia, Gustavo viu um albino no Parque do Ibirapuera e ficou intrigado com aquela figura tímida, que ele percebeu como alguém praticamente invisível: “A ideia de iniciar o trabalho só veio em 2009, quando percebi que além da riqueza estética havia questões importantes, como a invisibilidade social, a fotofobia, sendo que a fotografia é essencialmente luz. Fui me envolvendo e o projeto foi crescendo, não imaginava aprofundar tanto”, reconhece.

Gustavo fotografou seus modelos em seu estúdio em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro e no Maranhão, em lugarejos próximos à ilha de Lençóis, conhecida pela alta concentração de albinos. Ele pôde empreender essas viagens, acompanhado de um assistente e de uma figurinista, graças ao prêmio da Fundação Conrado Wessel.

Sua opção pelo estúdio, em contraste com a tradição documental de fotografar as pessoas no seu ambiente natural, ele explica, se deu pela percepção de que o formalismo do estúdio mexia com a autoestima das personagens, “já que estava lidando com pessoas que normalmente não vivem a posição de protagonistas”. Para reforçar esse sentimento, Gustavo decidiu aplicar um tratamento de figurino e cenário nos retratos. “Além de me oferecer mais controle estético, a produção tornava o momento especial para eles. Acredito que venham daí os sentimentos tão presentes nesses retratos: misto de orgulho e vaidade, desconforto e incômodo”, observa.

O livro conta com a coordenação editorial do curador espanhol Claudi Carreras e traz 35 imagens que primam pela delicadeza e poesia, explicitados pelos tons pastéis que supõem suavidade e pelo compromisso do autor com suas personagens, expresso no desejo de continuar abordando o tema, acompanhando o desenrolar da vida de alguns de seus modelos. A recíproca é verdadeira, como atesta a contrapartida da mãe das gêmeas fotografadas por ele, a economista Ana Beatriz Vassimon. “Ela conheceu meu trabalho pela internet, enquanto pesquisava informações sobre albinismo, pois não havia casos em sua família. Mandou um e-mail para mim, agradecendo, porque viu um lado poético nas imagens”, diz Lacerda, que incluiu no livro uma carta dessa mãe, sobre sua experiência com as pequenas Helena e Mariana.

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Albinos – O Esquema, 29 de julho de 2014

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Os albinos de Lacerda – entrevista

Você já deve ter visto essas fotos na sua timeline. Depois que ganhou os prêmios Conrado Wessel (2011) e Porto Seguro de Fotografia (2010), com um projeto que retrata albinos brasileiros, as fotos do mineiro Gustavo Lacerda, 44,  repercutiram bastante. As imagens foram produzidas em estúdios entre São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão, em um lugarejo próximo à ilha de Lençóis, com alta concentração de albinos. Em 31 de julho, ele lança o livro com 35 das imagens do projeto. Aqui ele fala sobre  o trabalho:

Você levou 5 anos para fazer as fotos dessa série. Como surgiu a ideia de começar a retratar os albinos?  Na verdade, sempre tive interesse em fotografar pessoas que não costumam ser fotografadas. Acho bonito a sutileza dos tons de pele e pelos dos albinos. Eles me remetem a algo quase etéreo, sutil. E o fato dele terem fotofobia e não possuírem melanina (substância que protege nossa pele dos raios UV) faz com sejam pessoas que naturalmente, “fogem”  do sol. Achei que seria interessante esse movimento contrário, de trazê-los para luz, inclusive no sentido de se tornarem protagonistas.

Você enfrentou algum tipo de resistência deles no início do projeto?  É natural que haja resistência quando se convida para um retrato alguém que normalmente não é escolhido para tirar fotografias;  surge uma pergunta automática: “Por que eu?”. Por isso esse foi um projeto longo, um processo de pesquisa para encontrar essas pessoas, depois o convite e a conquista da confiança de cada um deles até chegar o momento de fotografar.

Qual sua foto favorita da série? Não tenho uma foto  que seja a favorita, de verdade. Todas são muito especiais para mim. Mesmo as inúmeras fotos que acabaram não entrando no livro, T O D A S  trazem tantas lembranças desses encontros, histórias que ouvi, silêncios que diziam tanto,  às vezes tensões e  sempre muita delicadeza.

Você usou algum tipo de equipamento especial em relação a luz?  Usei uma câmera que me possibilitasse ter muita definição nas imagens, achava importante que as fotos trouxessem riqueza nos detalhes, como cílios, cabelos, etc. Em relação à luz,  preferi que fosse muito difusa e vindo de uma fonte bem grande, que simulasse um dia nublado mas, ao mesmo tempo,  de muito brilho. Mas prefiro sempre pensar que esses são apenas instrumentos, o que vale mesmo é o olhar e a disponibilidade para se aprofundar num assunto além das aparências.

Qual a melhor história por trás das suas fotos?  Uma das pessoas que fotografei,  me escreveu contando que estava num processo de tentar melhorar a autoestima  quando soube do projeto. Daí,  sentiu vontade de participar, ela achava importante “enfrentar” a câmera,  seus medos, receios. Então viajou quase 500 km de ônibus numa noite,  para ser fotografada na manhã seguinte. No inicio sentia-se tensa, “travada”, mas aos poucos foi se soltando, sentindo-se mais confiante. Depois me contou como aquele processo para ela, foi muito mais importante do que o resultado em si. Ela precisava vivenciar aquela situação:  estar ali, num estudio fotográfico,  como protagonista de algo.

Você viajava com um figurinista. Qual era a ordem para as vestimentas dos fotografados? Sim, optei por intervir na escolha das roupas e nos fundos de tecido. Essa escolha me deu total controle estético de cada fotografia. E, o mais importante, aquele ritual da pessoa escolher uma roupa que foi pensada especialmente para a foto, tornava o momento muito mais especial para eles e catalisava um turbilhão de sentimentos tão presente nas imagens:  vaidade, tensão, orgulho, desconforto. Tive a sorte de trabalhar com parceiros que abraçaram o projeto com tanta intensidade quanto eu, como a figurinista Zsa-Zsa Fantini que em alguns casos confeccionou a roupa especialmente para a pessoa que a usaria.

Algum outro projeto na manga?  Sim. Desde o inicio do ano tenho feito uma nova série de retratos. Na próxima SP ARTE FOTO começarei a apresentá-los.

Confira aqui a entrevista na íntegra

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Albinos – Trip, 29 de julho de 2014

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“Albinos”, agora no papel

Premiada série fotográfica vira livro e tem lançamento em São Paulo na próxima quinta

Na próxima quinta-feira, 31 de julho, o fotógrafo Gustavo Lacerda apresenta na cidade de São Paulo o resultado do trabalho que realiza desde 2009 em que retrata pessoas albinas de todas as idades.

Vencedora dos Prêmios Conrado Wessel (2011) e Porto Seguro de Fotografia (2010), a série Albinos, agora ganha o formato de livro pela Editora Madalena. Na noite de lançamento acontece ainda a projeção das fotos da obra e a presença de alguns personagens.

Apesar de trabalhar também com a fotografia comercial, com modelos, Gustavo sempre foi fascinado por registrar quem não costuma ser “o escolhido para a foto”. A ideia de iniciar o trabalho veio em 2009, “quando percebi que além da riqueza estética havia questões importantes, como a invisibilidade social, a fotofobia, sendo que a fotografia é essencialmente luz. Fui me envolvendo e o projeto foi crescendo, não imaginava aprofundar tanto”, conta o fotógrafo.

Cerca de 50 albinos foram registrados durante cinco anos. Para o livro, 35 imagens foram escolhidas. As fotografias foram feitas no estúdio do artista, em São Paulo, e também no Rio de Janeiro e no Maranhão, em lugarejos próximos à ilha de Lençóis, conhecida pela alta concentração de albinos.

Em uma das páginas do livro, o leitor pode manusear uma carta, escrita pela mãe de duas irmãs gêmeas albinas. “Ela conheceu meu trabalho pela internet, enquanto pesquisava informações sobre albinismo, pois não havia casos em sua família. Mandou um email para mim, agradecendo, porque viu um lado poético nas imagens. As meninas eram muito pequenas ainda e ela não estava segura se seria uma escolha delas serem fotografadas. Mas quando tinham quase dois anos, fui ao Rio pela primeira vez clicá-las. Mantivemos contato. Em uma exposição em Tiradentes, tive a ideia de incluir uma carta desta mãe contando sobre a experiência ao perceber que as filhas eram albinas.”

Na Trip #220, edição de abril de 2013, a reportagem White Power, que tratou o universo da pessoas albinas, a luta por direitos e por visibilidade de um grupo que vive praticamente à margem da sociedade, foi ilustrada com as fotos de Gustavo Lacerda. Para relê-la: revistatrip.uol.com.br/revista/220/reportagens/white-power

Vai lá: Albinos (Editora Madalena), R$ 90
Lançamento: 31 julho, quinta-feira, a partir das 19h no Madalena CEI (Rua Faisão, 75, São Paulo)

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O estádio dos desejos – Jornal BLEH!, 24 de julho de 2014

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Escritor mexicano Juan Villoro é destaque confirmado para a Flip deste ano

No fim deste mês começa a Flip (Festa Literária de Paraty), em Paraty, no Rio de Janeiro, e o escritor mexicano Juan Villoro é presença confirmada na feira, onde ele conta a história de um garoto fanático por futebol.

Lançando o livre “O estádio dos desejos”, pela Editora Terceiro Nome, a obra é originalmente entitulada como  “La cancha de los deseos”, uma obra infantojuvenil, traduzida pelo escritor Eric Nepomuceno, que já trabalhou em obras e Gabriel Garcia Márquez, Julio Cortázar, Eduardo Galeano, entre outros grandes nomes da literatura latino-americana.

Juan Villoro narra com muito bom humor as peripécias de Arturo, um garoto que, como todos os habitantes de seu país, é fanático por futebol. No entanto, a seleção é um desastre. Os jogadores, embora esbanjem simpatia e sejam idolatrados pela torcida, nunca conseguiram ganhar uma partida. Para reverter a situação e finalmente ver o time vencer, Arturo decide pedir ajuda a seu pai, um cientista que vive fazendo experiências misteriosas.

O estádio dos desejos ainda traz ilustrações do cartunista Francisco França, autor de Livro, Isto (Terceiro Nome, 2014) e ilustrador de O livro da sorte (Terceiro Nome 2014), de Heloisa Prieto.

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O estádio dos desejos – O Globo (Cultura/Livros), 26 de julho de 2014

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Em novo romance, Juan Villoro mostra sua dispersão criativa

Fanático por futebol, o escritor torce pelo Nexaca, e, como divide seu tempo entre o México e a Espanha, vibra também com o Barcelona, paixão que herdou do pai recentemente falecido, o filósofo Luís Villoro. Admirador de Nelson Rodrigues, reuniu seus artigos sobre a bola num volume de título genial: “Dios es redondo”. Escreveu outras obras sobre o tema, entre as quais “O estádio dos desejos”, lançado no Brasil pela editora Terceiro Nome. Acerca do desastroso 7 a 1 frente à Alemanha, que nos tirou a chance de ganhar a Copa e mergulhou o esporte nacional na maior crise da sua história, tem opinião perfeita:

— O Brasil se converteu num time fantasma.

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A Guerra (1914 – 1918) – O Estado de S. Paulo, 27 de julho de 2014

O Estado de S Paulo 27jul2014

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