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O rei Sol e seus súditos – Revista Pré-Univesp – nº. 61, dezembro 2016

ENTREVISTA COM A ASTROFÍSICA SUELI VIEGAS

Pré-Univesp: Quais foram as principais motivações e inspirações para lançar a coleção Jogo do Universo?

Sueli Viegas: Eu queria escrever um texto sobre divulgação de astronomia, contar a história da origem do universo. Não pensei em um público com idade específica, mas em produzir um texto com linguagem simples em um texto informativo e leve. No caso do primeiro volume, “No início tempos”, 2009, as ilustrações complementam o texto de forma bastante harmoniosa, foi um grande desafio porque tratava-se de representações de algo bastante abstrato. Eu dividi o projeto em quatro partes, pensando episódios separados. O primeiro livro aborda o início do universo até a formação das primeiras partículas. Depois, no livro “Entre estrelas e galáxias”, as partículas se juntam para formar as galáxias. No terceiro livro “Um passeio pela Via Láctea”, eu abordo a formação da Via Láctea e, finalmente, no último livro chego no Sistema Solar. Para isso eu usei a figura do próton, uma partícula inicial, que conta sua própria história.

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Pré-Univesp: Como foi a recepção da coleção Jogo do Universo?

Sueli Viegas: O primeiro livro foi finalista do Prêmio Jabuti de 2010 na categoria paradidáticos. Nos fascículos seguintes a editora teve problemas para divulgar o livro, o que comprometeu as vendas. Temos essa dificuldade no Brasil, que é ainda maior no caso de livros de divulgação de ciência, de fazer uma conexão com as escolas, alunos e professores.

Leia aqui a entrevista na íntegra

E veja aqui mais informações sobre a coleção Jogo do Universo e seus quatro volumes: No início dos tempos, Entre estrelas e galáxias, Um passeio pela Via Láctea e O rei Sol e seus súditos

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A política indigenista e o malogrado projeto de aldeamento indígena do século XIX

José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP – Existe uma expressiva produção historiográfica sobre os primeiros 250 anos de contato dos indígenas com os conquistadores europeus do atual território brasileiro. O escambo entre forasteiros e nativos, as várias tentativas de escravização dos índios, a catequese jesuíta, o protagonismo indígena em grandes episódios, como a Guerra dos Tamoios, são razoavelmente conhecidos. Mas, após a derrota dos Guarani das Missões Jesuíticas em meados do século XVIII, escasseiam os relatos. Eles só irão reaparecer no século XX, com a intensificação do processo de interiorização. O século XIX, em especial, parece desprovido de índios. Presente na poesia e na prosa da literatura romântica, o indígena é o grande ausente nas páginas da história.

No entanto, o século XIX foi palco da primeira política indigenista do Estado brasileiro. O fenômeno é o objeto do livro Terra de índio: imagens em aldeamentos do Império, de Marta Amoroso, publicado com o apoio da FAPESP. A obra resultou das pesquisas de doutorado e pós-doutorado de Amoroso – ambas apoiadas pela FAPESP.

Com a ajuda de frades capuchinhos italianos, o Império procurou enquadrar os índios geográfica e culturalmente, mas a resistência velada que estes opuseram redimensionou o empreendimento (imagem: Cacique Pahi Kaiowá, Aldeamento de Santo Inácio do Paranapanema. Franz Keller, 1865 / Carneiro, Newton: Iconografia Paranaense, Curitiba, Impressora Paranaense, 1950)“Esta política de Estado, baseada no “Programa de Catequese e Civilização dos Índios”, e instituída por decreto do imperador Pedro II, consistia no aldeamento das populações indígenas. E atendia a dois objetivos principais: por um lado, integrar o índio, como trabalhador rural, à jovem nação brasileira; por outro, liberar terras, antes utilizadas pelos indígenas, para os imigrantes europeus, que começavam a chegar nas colônias do Sudeste do país”, disse a pesquisadora à Agência FAPESP.

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Um homem plural: sobre a “obra-vida” de Pierre Verger – REVISTA DE ANTROPOLOGIA

Pierre Verger dizia que virou etnógrafo “por acaso”: “se deixou guiar (…) pelo acaso e pelos encontros” (:19). Porém, todos aqueles que conhecem um pouco do funcionamento das religiões de matriz africana no Brasil sabem que, em sua lógica particular, não existe algo como o acaso. As decisões que definem o destino de alguém não são tomadas exclusivamente pela pessoa – ao menos pela pessoa como nós, ocidentais, a concebemos.
No candomblé, o destino (odu) é determinado também pela vontade do(s) orixá(s) que habita(m) a cabeça da pessoa; assim, não é de se estranhar que alguém venha a fazer o santo contra a vontade, ou mesmo que seja levado a assumir um cargo dentro de um terreiro sem assim o desejar.
A vida de Verger, como nos conta Jerome Souty em seu livro Pierre Fatumbi Verger: do olhar livre ao conhecimento iniciático, parece seguir à risca esse corolário. Recheada de contradições, ele parece ter vivido muitas vidas em uma: ao mesmo tempo em que cresceu em uma família burguesa, passou a vida com poucas posses; embora um francês cartesiano que lamentava não ter crença alguma, iniciou-se em três vertentes das religiões africanas; decidido a cometer suicídio aos quarenta anos, viveu quase cem. Continuar lendo

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Irerê da Silva no blog A Cigarra e a Formiga

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maio 16, 2016 · 4:02 pm

Reminiscências dos Quilombos – revista Maná – volume 19, número 2

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Autor da resenha: Cauê Fraga Machado – Doutorando – PPGAS/MN/UFRJ

“O livro de Marcelo Mello traz a um público mais amplo as histórias e as memórias da Comunidade Negra de Cambará, no Rio Grande do Sul, estado situado no imaginário social brasileiro como um “estado branco”. Este motivo já faz do livro leitura importante para aquele que deseja conhecer melhor a história do negro no Brasil, a partir do caso do Rio Grande do Sul. Além disso, a obra apresenta debates em torno do conceito de quilombo na historiografia e na antropologia em suas interfaces com os movimentos sociais, a justiça, a Nação e a Comunidade de Cambará. Demonstra a importância do trabalho para pensar o que vem se chamando de quilombo e as conceitualizações em torno dos debates sobre identidade étnica e racismo, ação política, sentidos de justiça, políticas de reconhecimento, moral, territorialidade e invenção – temas que parecem povoar a quase totalidade dos estudos sobre esses grupos.”

Leia aqui a continuação da resenha

E veja aqui mais informações sobre o livro

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Design+Artesanato- Revista Bravo, outubro/2012

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Design+Artesanato – Jornal do Comércio (Recife), fevereiro/2012


Jornal do Commércio 12 fev 12 Recife
Jornal do Commércio 12 fev 12 B Recife

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