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Antropologia da cidade – Biblioteca Digital de Periódicos UFPR – Vol 12 – Num 1

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“Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos, publicado na Bélgica em 2009 sob o título de Ésquisses d’une anthropologie de la ville, pode ser visto como o resultado de uma avaliação que Michel Agier faz de sua própria trajetória etnográfica, através de entrevistas, artigos e capítulos selecionados e revisados de seu livro L’invention de la ville, de 1999. Os desavisados que buscam nesta publicação indicações programáticas, modelos ou planos de ação imediatos para o fazer antropológico urbano não terão sua angústia aplacada. De forma semelhante a Marshall Sahlins em Ilhas de História e Pierre Clastres em Sociedade contra o Estado, Agier procura explodir a noção ocidentalizada de “cidade”: “o que nos ensina a freqüentação de espaços urbanos ou não urbanos, africanos ou latino-americanos, mas africanos, sobretudo, é que não há realmente um modelo de cidade (…)” (:185).

No momento mesmo em que a cidade aparenta se “desfazer” no urbano desterritorializado e planetário, nos efeitos paradoxais dos fluxos e da globalização, Agier traz a lume suas pesquisas em bairros pobres, invasões, cortiços, acampamentos de refugiados e outros espaços precários como experiências da alteridade que permitem pensar sobre gêneses e processos urbanos. Conforme o autor, esses contextos frágeis em que trabalhou, sobretudo na África e na América do Sul, revelam “o epicentro do mundo urbanizado contemporâneo” (:19) e implicam investigar o banido, o sem-lugar o entre-lugar, os afastamentos políticos e territoriais responsáveis pelas dominações e exclusões econômicas, culturais, raciais da atualidade. Seria a antropologia das margens fazendo pensar a antropologia da cidade, ou trata-se de mais um capítulo da famosa problemática da antropologia “da” ou “na” cidade como destacada por José Guilherme Magnani?”

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Antropologia da Cidade – Revista de Antropologia (USP), V. 57, N. 1 (2014)

Antropologia da cidade - lugares, situações, movimentos

Guilhermo Aderaldo

Universidade de São Paulo

Nos termos técnicos hologramas são registros de objetos que, quando iluminados de forma correta, permitem a visualização das partes que lhe deram origem. A utilização desta metáfora como referência à cidade, conforme nos aponta Michel Agier no trecho acima, retirado de uma pequena publicação intitulada La Sagesse de L’Ethnologue (Agier, 2004), parece ser um bom começo para falar a respeito de seu livro Antropologia da Cidade: Lugares, Situações, Movimentos, publicado no Brasil pela editora Terceiro Nome (2011 [2009]).

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Antropologia da cidade – Folha de S. Paulo, novembro/2011

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“Na cidade, a confusão resiste. Nenhuma lógica de ordenamento parece dar conta de sua complexidade

Descobrir método e ordem na aparente loucura dos fenômenos coletivos e psicológicos tem sido o projeto das ciências humanas, em geral, e da antropologia, em particular, desde pelo menos o final do século 19.

É esse também o objetivo do francês Michel Agier ao falar sobre os grandes centros urbanos, sobretudo nos países pobres, nas entrevistas e ensaios coletados em “Antropologia da Cidade – Lugares, Situações, Movimentos”.

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