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De Anita ao Museu – Biblioteca Sonora (Rádio USP FM), 9 de maio de 2015

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Marcello Bittencourt, apresentador do programa Biblioteca Sonora, conversou com Ana Luisa Martins, coordenadora da edição do livro ‘De Anita ao Museu’ lançada pela Editora Terceiro Nome.

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De Anita ao Museu – Valor Econômico (Eu & Fim de Semana), 8 de maio de 2015

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De Anita ao Museu – Programa Perfil (Rádio Unesp FM), 13 de abril de 2015

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Entrevista de Ana Luisa Martins, organizadora do livro De Anita ao Museu – o Modernismo, da primeira exposição de Anita Malfatti à primeira Bienal, ao jornalista Oscar D’Ambrosio, apresentador do programa Perfil.

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De Anita ao Museu – Blog do IMS (Instituto Moreira Sales), 9 de abril de 2015

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O modernismo por Paulo Mendes de Almeida – quatro perguntas para Ana Luisa Martins

Filha do crítico de arte e cronista Luís Martins, a escritora Ana Luisa Martins realiza agora um antigo desejo: relançar o livro Da Anita ao museu – O modernismo, da primeira exposição de Anita Malfatti à primeira Bienal, do crítico Paulo Mendes de Almeida (1905-1986).

Publicada em 1961 e reeditada em 1976, essa obra documenta, a partir de artigos publicados em O Estado de S. Paulo, os movimentos do modernismo no Brasil (mais precisamente, em São Paulo), entre 1917 e 1951. A edição da Terceiro Nome, coordenada por Ana Luisa, tem o que as anteriores não puderam ter: muitas ilustrações e muito bem impressas, fundamentais para se entender os artigos. E, ainda, índice onomástico, notas de contextualização e um CD-acessibilidade, com os textos gravados e audiodescrição das imagens.

Ao Blog do IMS, Ana Luisa ressalta a importância do livro hoje e a necessidade de se atentar novamente para a figura de Paulo Mendes de Almeida, um intelectual militante das artes visuais e figura também amorosa e divertida, como a filha de Luís Martins (grande amigo de Paulo) pôde testemunhar desde a infância.

1) O livro é de 1961. Desde então, muito se escreveu sobre o modernismo e muito se realizou sob inspiração dele, como no caso do tropicalismo. O livro pode ter ficado datado?

A primeira versão do livro é de 1961. Mas nos baseamos na segunda, de 1976, mais ampla e mais conhecida. Acho que o livro não tem como ficar datado, pois é um dos poucos, se não o único registro organizado sobre a história da arte moderna em São Paulo pós Semana de 22. É o testemunho de alguém que viu de perto ou participou dos fatos que relata. Quem hoje, além de especialistas e estudiosos, sabe o que foi a SPAM (Sociedade Pró Moderna), o CAM (Clube dos Artistas Modernos), os Salões de Maio e tantos outros grupos e acontecimentos fundamentais para a aceitação da arte moderna entre nós? Porque aceitar a estética modernista não foi coisa fácil nem imediata. Foi uma batalha árdua, persistente, que levou anos. A tão decantada  Semana de Arte Moderna, por exemplo, foi mais famosa a posteriori do que quando aconteceu. Muita água rolou depois da Semana, até se chegar ao concretismo, ao museu de arte moderna e às bienais. O Paulo, além de ter sido um dos protagonistas dessa batalha, era um ótimo escritor, um jornalista que escrevia para o grande público, entremeando o registro das exposições com fatos pitorescos, descrição das festas, das brigas dos artistas com a polícia etc.. Então também é um livro muito agradável, que se lê com gosto.

2) A que você atribui o relativo esquecimento de Paulo Mendes de Almeida, de quem quase não se fala hoje?

A obra mais conhecida dele é justamente o De Anita ao Museu, que estava esgotada há anos e só era encontrada em sebos. Mesmo assim, era uma edição dos anos 1970, acanhada, com imagens em preto e branco sem qualidade e sem nenhum apelo para o leitor atual, não especializado. Por causa disso, o livro só circulava no meio universitário, embora tivesse potencial para interessar um público muito maior, a meu ver. Qualquer um que se interesse por cultura e aprecie um bom texto vai gostar desse livro. Então foi o que nós buscamos na nova edição: ampliar o universo de leitores, produzir um livro atraente, bonito, colorido, com boas imagens, notas para contextualizar o leitor contemporâneo e outros atrativos. É um texto muito ligado à história da cidade, então construímos também uma página, listando Onde Ver as obras e os lugares citados pelo Paulo. É só acessar o link e você vê O Livro nos Museus e O Livro na Cidade.

Fora isso, confesso que sempre me espantou esse relativo esquecimento do Paulo Mendes. Porque além de autor do De Anita, que sempre foi considerado um livro icônico, o Paulo também foi uma figura muita importante e conhecida no meio artístico paulistano. Foi diretor do MAM, o primeiro representante da Bienal em Veneza, escreveu centenas de textos sobre artes plásticas, foi jurado de várias bienais e um dos responsáveis pelo renascimento do MAM-SP (que teve todo o seu acervo doado para o MAC nos anos 1960). O fato triste é que nós, brasileiros, em geral tratamos muito mal a nossa própria história. Triste porque um país que não conhece a própria história não entende muito bem o que está vendo quando olha o presente. Isso fica muito claro na superficialidade da crítica atual, se é que se pode chamar de crítica o que se lê hoje nos jornais. Talvez também não tenha ajudado o fato de o Paulo ter sido um intelectual/jornalista típico da primeira metade do século 20: eclético, culto, inteligente, mas também modesto, sério, reservado publicamente. Gente reservada não está muito “na moda” ultimamente.

3) Ele era crítico de arte, mas, no caso da arte moderna, também era um apaixonado, um militante. Você acha que um desses lados atrapalhava o outro?

Paulo atuou muito mais nos bastidores do que nos holofotes. Muitos artistas de São Paulo dos anos 30 e 40 talvez não tivessem hoje o nome que têm se não fosse por ele. Era um grande incentivador, um aglutinador, tinha temperamento conciliador e  era um trabalhador incansável. A “causa” pela qual ele militou a vida toda ia muito além da arte moderna. Envolvia questões estéticas, políticas, visão de mundo, vontade de modernizar o país. Não creio que ele próprio se considerasse um “crítico de arte”, na acepção que a expressão tem hoje. Quando começou a escrever sobre arte moderna, era apenas um jovem ligado ao um grupo de jovens que queria chacoalhar o gosto, o tacanhismo, o atraso do país. Está aí, talvez, a maior relação com o tropicalismo. A arte moderna era só mais um meio de fazer isso que, com o tempo, foi tomando espaço na vida dele. Para mim, Paulo Mendes de Almeida foi mais um intelectual, um escritor que, entre outros temas, escreveu sobre artes plásticas. Da mesma forma  que antes disso escreveu sobre literatura e antes produziu poemas e contos (alguns interessantíssimos). Mesmo o De Anita, se for para classificar, acho uma obra mais memorialista do que crítica ou historiográfica.

4) E você conviveu com ele desde a sua infância. Como ele era na vida privada?

Muito carinhoso, inteligente, cultísssimo, falante, espirituoso, engraçado. Era também ouvinte atento, coisa rara entre “intelectuais”. Gostava de cantar operetas italianas, contar casos e piadas. Era um grande imitador. Imitava tão bem o Segall que este costumava dizer: “Paulo Mendes é mais Segall que Segall”. Lembro dele sempre com um sorriso largo no rosto, achando muita graça em alguma coisa. Acho que foi com esse sorriso que escreveu De Anita ao museu.

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De Anita ao Museu – Mogi News, 18 de março de 2015

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“De Anita ao Museu” em nova edição

O livro “De Anita ao Museu”, do escritor, crítico e advogado Paulo Mendes de Almeida (1905-1986), lançado em 1961, reuniu artigos publicados por ele entre 1958 e 1959 no Suplemento Literário do jornal O Estado de S.Paulo. E, agora sai em novo volume pela Editora Terceiro Nome, tendo, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, uma versão em audiolivro. Recorrendo à memória, Almeida repassa episódios e destaca importantes interlocutores da cena artística paulista.

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De Anita ao Museu – O Liberal (Belém/PA), 16 de março de 2015

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Novas luzes sobre a arte moderna

Livro “De Anita ao Museu” é relançado após amargar esquecimento

Exceto por especialistas, o livro De Anita ao Museu, do escritor, crítico e advogado Paulo Mendes de Almeida (1905-1986), lançado originalmente em 1961 pelo Conselho Estadual de Cultura, estava, há tempos, esquecido. “Refere-se exclusivamente à evolução da arte moderna em São Paulo”, definiu o autor no prefácio da primeira edição da obra, realizada, na época, pela reunião de artigos publicados por ele entre 1958 e 1959 no Suplemento Literário do jornal O Estado de S.Paulo. “É o testemunho vivo de um tempo”, diz a historiadora e crítica Aracy Amaral sobre o mérito maior dos escritos considerados, desde então, parte de uma historiografia “não acadêmica” do modernismo e que agora saem em novo volume pela Editora Terceiro Nome.

Recorrendo à memória, Paulo Mendes de Almeida repassa, nos textos, episódios fundamentais de um período e destaca importantes interlocutores da cena artística paulista desde o impacto da exposição de Anita Malfatti em dezembro de 1917 até os desdobramentos da realização da 1ª Bienal de São Paulo de 1951. De algumas passagens, o crítico e escritor foi o observador, de outras, o participante ativo, como nos bailes da Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam), nas reuniões do Clube de Artistas Modernos (CAM) e na história do Museu de Arte Moderna (MAM).

“Sempre usei muito o livro do Paulo como referência, mas ninguém mais o conhece, o que é muito triste”, afirma Ana Luisa Martins, que conheceu o crítico com proximidade. “Ele era engraçado, rápido, irônico, grande imitador, pessoa extremamente afetiva”, rememora a filha do jornalista Luís Martins e coordenadora editorial da nova publicação da obra, cujo lançamento está marcado para sábado, dia 21, às 11 horas, na Pinacoteca do Estado. Na ocasião, De Anita ao Museu será tema de uma mesa-redonda aberta ao público com a participação de Ana Luisa, dos curadores historiadores Tadeu Chiarelli e Regina Teixeira de Barros, e de Thiago Gil, responsável pela pesquisa iconográfica.

É importante destacar que se trata, na verdade, da terceira edição do livro. Em 1976, a editora Perspectiva, por sugestão de Aracy Amaral, já havia relançado De Anita ao Museu em versão ampliada, acrescida de textos dos anos 1960 (a maior parte deles também publicada no Suplemento do Estado) – a diagramação do volume foi feita pelo pintor Arcangelo Ianelli, grande amigo do autor, e por João Kon. Entretanto, há anos a obra estava restrita aos sebos. A atual edição vem, assim, a possibilitar que estudiosos e interessados, de uma forma geral, tenham acesso a um título referencial. Fruto de minucioso trabalho, De Anita ao Museu ganha, agora, reprodução ampliada de imagens de obras e exposições citadas nos textos – todas elas, em cor -, e apresenta novos retratos e documentos históricos. “O livro traz uma relação com a cidade de São Paulo e privilegiamos acervos públicos para que os leitores possam visitá-los”, conta Gil. Mais ainda, vale citar a apresentação de cuidadosas notas e legendas que contextualizam os artigos, além da realização, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, de versão em audiolivro.

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De Anita ao Museu – O Estado de S. Paulo (Sonia Racy), 19 de março de 2015

O Estado de S Paulo - Sonia Racy - 19mar2015

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