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Proibido roubar na quebrada: território, hierarquia e lei no PCC – Quatro Cinco Um – Edição 15.

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“A maior revolta prisional da históriado Brasil.” Assim ficou conhecida a Megarrebelião de 18 de fevereiro de 2001, quando 29 unidades prisionais, em dezenove cidades paulistas, passaram para o controle dos detentos. Ficou claro que, ao invés do que se acreditava, as facções criminosas estavam, sim, presentes no estado de São Paulo e tinham grande poder de articulação dentro e fora dos presídios. Aquela era a primeira aparição pública do Primeiro Comando da Capital e tinha como objetivo responder à decisão do governo estadual de transferir e isolar seus líderes.

Cinco anos depois, entre 12 e 15 de maio de 2006, São Paulo viveu dias de pânico provocado por ataques do PCC, mais uma vez motivados pela tentativa de isolamento das lideranças. A sequência de eventos se tornou um marco na escalada da violência urbana. Mais de oitenta unidades prisionais paulistas viveram rebeliões simultâneas. Fora delas, forças de segurança sofriam ataques de proporções inéditas. Ônibus foram depredados e queimados em várias áreas da cidade. ”

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Antropologia da cidade – Biblioteca Digital de Periódicos UFPR – Vol 12 – Num 1

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“Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos, publicado na Bélgica em 2009 sob o título de Ésquisses d’une anthropologie de la ville, pode ser visto como o resultado de uma avaliação que Michel Agier faz de sua própria trajetória etnográfica, através de entrevistas, artigos e capítulos selecionados e revisados de seu livro L’invention de la ville, de 1999. Os desavisados que buscam nesta publicação indicações programáticas, modelos ou planos de ação imediatos para o fazer antropológico urbano não terão sua angústia aplacada. De forma semelhante a Marshall Sahlins em Ilhas de História e Pierre Clastres em Sociedade contra o Estado, Agier procura explodir a noção ocidentalizada de “cidade”: “o que nos ensina a freqüentação de espaços urbanos ou não urbanos, africanos ou latino-americanos, mas africanos, sobretudo, é que não há realmente um modelo de cidade (…)” (:185).

No momento mesmo em que a cidade aparenta se “desfazer” no urbano desterritorializado e planetário, nos efeitos paradoxais dos fluxos e da globalização, Agier traz a lume suas pesquisas em bairros pobres, invasões, cortiços, acampamentos de refugiados e outros espaços precários como experiências da alteridade que permitem pensar sobre gêneses e processos urbanos. Conforme o autor, esses contextos frágeis em que trabalhou, sobretudo na África e na América do Sul, revelam “o epicentro do mundo urbanizado contemporâneo” (:19) e implicam investigar o banido, o sem-lugar o entre-lugar, os afastamentos políticos e territoriais responsáveis pelas dominações e exclusões econômicas, culturais, raciais da atualidade. Seria a antropologia das margens fazendo pensar a antropologia da cidade, ou trata-se de mais um capítulo da famosa problemática da antropologia “da” ou “na” cidade como destacada por José Guilherme Magnani?”

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Proibido roubar na quebrada: território, hierarquia e lei no PCC – The Brazilian Report – 19 de junho de 2018

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“The First Command of the Capital (PCC) was born on October 31, 1993. The organization, which would later become Brazil’s largest criminal empire, was created inside a penitentiary in Taubaté, a city close to São Paulo, by eight inmates. Their goal was to denounce what they saw as “oppression” by the prison system.

They also wanted to avenge the prisoners killed during the Carandiru massacre, the biggest in Brazil’s prison system. Following a riot on October 2, 1992, 111 inmates were slaughtered over the span of half an hour by police agents at São Paulo’s Carandiru prison. The police have always claimed that it was a matter of self-defense, although the prisoners didn’t have firearms, and many bodies were found with bullet wounds in the back of their heads, in classic execution style.”

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Proibido roubar na quebrada: território, hierarquia e lei no PCC – Justificando/Carta Capital – 10 de julho de 2018

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“Para escrever seu primeiro livro, Junto e Misturado: Uma Etnografia do PCC, Karina Biondi se valeu de uma posição bastante peculiar nas penitenciárias: a de antropóloga e esposa de esposa de detento. Seis anos depois, seu marido foi inocentado, mas Biondi continuou sua pesquisa. Agora, lança É Proibido Roubar na Quebrada: Território, Hierarquia e Lei no PCC, resultado de sua tese de doutorado, publicada em 2015.

Se, no primeiro livro, a autora se concentrou na atuação da facção dentro dos presídios de São Paulo, no segundo expande seu olhar para fora. “As cadeias estão muito presentes no cotidiano das quebradas, seja pelo trânsito daqueles que vão presos e depois voltam, seja pela ausência dos que não estão nas quebradas ou, ainda, pela comunicação que se dá entre os lugares”, avalia a autora. ”

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Proibido roubar na quebrada: território, hierarquia e lei no PCC – TV 247 – 17 de Julho de 2018

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Karina Biondi, escritora e antropóloga, fala sobre o PCC para a TV 247.

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Bogart duplo de Bogart – Revista da USP – 1 de Julho de 2018

bogart_duplo_de_bogart_-_capa“No livro, Bogart duplo de Bogart,Luís Felipe Sobral centraliza sua análise na construção da persona cine-matográfica de Humphrey Bogart, ator hollywoodiano que iniciou sua carreira no teatro e em papéis secun-dários feitos por ele nos filmes de gângsteres da déca-da de 1930, mas que ficou conhecido por seus papéis de protagonista de filmes de detetive na década de 1940.”

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Cadeias dominadas – Revista de Antropologia da UFSCar – Dezembro 2017

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” O livro de Fábio Mallart é uma joia etnográfica quando se trata dos ricos e incontáveis
registros visuais e escritos que o autor fez a partir de suas experiências diárias, como educador cultural, ministrando oficinas de fotografia aos jovens internos da Fundação CASA2. A partir desses registros, Mallart nos conta sobre as lógicas de funcionamento da antiga FEBEM3 e as dinâmicas e trajetórias dos jovens internos.

O livro, composto por prefácio e posfácio escritos por Vera Telles e Rose Hijiki respectivamente,é dividido em quatro capítulos. No primeiro, o autor se concentra em contar um pouco de sua própria trajetória em campo, percorrida em distintas unidades entre 2004 e 2009, pontuando suas reflexões teórico-metodológicas. Nessa primeira parte, já nos são apresentadas algumas classificações como os disciplinas ou os frente da cadeia (ou ainda os frente da situação) e os pilotos, atores que fazem parte dos modos de funcionamento organizados pelos jovens internados nas unidades chamadas dominadas – aquelas que seguem os preceitos do PCC como os ideais de paz, justiça e liberdade.”

 

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