Arquivo do mês: dezembro 2015

João – Portal Avosidade, 19 de dezembro de 2015

jo_o_-_capa_2

A história do garoto que sonha em ter um pai

Por Jorge Luiz de Souza

 

► A dica da semana é o livro infanto-juvenil João – o menino mais rico do mundo (Editora Terceiro Nome), que acaba de ser lançado, com texto de Francisco Abreu e ilustrações de André Coelho. O livro é baseado na peça de teatro do mesmo autor do texto.

João é um garoto pobre que mora com a mãe e cresceu sem pai e sem ter brinquedos, computador e celular. Ele trabalha desde pequeno como catador de sucata. Em um primeiro momento, a vida dele pode parecer triste, mas o livro logo convence os leitores de que ele é a criança mais feliz do planeta.

O espetáculo teatral conquistou o Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem, em 2012, na categoria Melhor Espetáculo com temática de Sustentabilidade, e também recebeu três indicações nas categorias Melhor Roteiro Original, Melhor Ator (Danilo Dal Farra) e Diretora Revelação (Bete Rodrigues).

O autor nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1984 e mudou-se para São Paulo há 15 anos, abraçando a carreira de ator de novelas [Balacobaco (TV Record), Marissol e Chiquititas (SBT)]. Ele foi diretor e autor de teatro da peça infantil O Cravo e a Rosa, que recebeu cinco indicações ao Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem.

Confira aqui a matéria publicada originalmente no Portal Avosidade

Veja aqui mais informações sobre o livro

 

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em João

João – Instituto Pinheiro, 28 de novembro de 2015

joao

João, o menino mais rico do mundo

Baseado na peça de teatro do dramaturgo Francisco Abreu, o livro infantojuvenil narra com delicadeza a trajetória de João, menino órfão que encontra a felicidade nas coisas simples da vida.

Durante o lançamento haverá a apresentação do espetáculo João – o menino mais rico do mundo, interpretado por Danilo Dal Farra, com direção de Bete Rodrigues.

Veja aqui a nota publicada no site do Instituto Pinheiro

Confira aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em João

Zo’é – Via Amazônia, 9 de dezembro de 2015

zo_

Lentes mágicas de Rogério Assis registram o cotidiano desconhecido dos Zo’é

“Ter a oportunidade de documentar pela primeira vez uma tribo escondida no meio da selva é algo raro. Poder retornar ao local tempos depois e constatar que as coisas estão melhores que antes, é igualmente significativo”

Essa experiência, vivida por um fotojornalista paraense há quatro anos, agora sai em livro: Zo’é (Editora Terceiro Nome, 128 págs.) é o documento visual desses encontros.

Primeiro fotógrafo a ter contato com os Zo’é, uma pequena comunidade indígena que vive isolada no interior da floresta amazônica, na região do Pará, Rogério Assis retornou ao local vinte anos depois.

Aos 48 anos de idade, ele começou sua trajetória profissional documentando tribos indígenas para o Museu Emílio Goeldi, em Belém. Com passagens pela Agência Estado e Folha de S. Paulo, o fotógrafo vive atualmente na capital paulista, onde atua como editor-executivo da editora Mandioca, uma prestadora de serviços que elabora projetos em parceria com outras editoras.

Segundo explica, o primeiro contato foi totalmente casual (os detalhes estão no livro). Isso ocorreu em 1989, dois anos depois do primeiro encontro oficial dos Zo’é com o mundo exterior, por meio de um grupo de missionários.

Consta que desde a década de 1940 a tribo tinha conhecimento da presença do homem branco em seu território, que fica entre os rios Cuminapanema, Erepecuru e Urucuriana. Porém, o primeiro contato de fato ocorreu em novembro de 1987. O saldo dessa aproximação foi desastroso para o povo da floresta e seu frágil sistema imunológico: quando Rogério esteve na região, um quarto da população da tribo já havia perecido. Restavam 147 índios, muitos dos quais doentes.

Após o contato com os missionários, a Funai entrou em cena e reestabeleceu o isolamento da tribo, bem como tratou dos doentes. Com isso, o fotógrafo reencontrou os Zo’é em 2009 num contexto bem mais animador: havia 246 indivíduos vivendo na aldeia, com boa saúde graças às ações da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema.

Atualmente, a população é de 270 pessoas.

A segunda visita do fotógrafo teve como motivação a produção do livro, que só quatro anos depois da segunda expedição conseguiu vencer a apatia dos patrocinadores, apesar de inscrito na Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

Fotos das duas oportunidades compõem o volume e revelam o cotidiano e o modo de vida dos Zo’é. Para manter a uniformidade estética das imagens, Rogério utilizou o mesmo recurso de captura: o filme preto e branco. “Com a diferença que na primeira viagem, a câmera usada era 35mm e, na segunda, uma câmera de médio formato”, sublinha o autor.

“Percebemos nestas imagens uma postura sutil e delicada de se deixar desaparecer entre os outros para se tornar um deles”, assinala a pesquisadora e curadora de fotografia Rosely Nakagawa, em texto para o livro. “A ideia era constatar que o isolamento é muito benéfico para etnias indígenas, o que fica provado através das imagens”, acrescenta Rogério.

Zo’é é complementado pelo relato do fotógrafo sobre o contexto das duas expedições, por uma apresentação de Márcio Meira, presidente da Funai no período da segunda viagem e por um ensaio da antropóloga Dominique Tilkin Gallois, considerada uma das maiores estudiosas sobre os usos e costumes de várias tribos da região – entre as quais, os Zo’é.

Veja aqui a matéria publicada originalmente no site Via Amazônia

E confira aqui mais informações sobre o livro

 

Deixe um comentário

Arquivado em Zo'é

Bogart duplo de Bogart – Carta Capital, 15 de novembro de 2015

bogart_duplo_de_bogart_-_capa

Brando x Bogart

Dois ícones de gerações diferentes. E novas revelações sobre o estofo humano de que são feitos os ídolos

por Nirlando Beirão

Aquela qualidade icônica que o sexo feminino extravasou nas telas na figura de Audrey Hepburn, mais até do que no padrão hollywoodiano loira-lesada-e-indefesa-mas-sedutora de Marilyn Monroe, tem seu equivalente entre os homens em Marlon Brando. Ou será melhor dizer: em HumphreyBogart? Eis aí uma competição que tende a não ter jamais um claro vencedor, com as respectivas facções exacerbando as virtudes de um e os defeitos do outro. Em vídeo e no papel, novas publicações chegam para botar mais fogo na disputa.

Até sua morte, em 2004, aos 80 anos, Brando foi tão rigoroso na proteção à sua privacidade quanto foi intenso na manufatura de seus personagens. Raramente falava à imprensa – menos ainda quando o assunto era ele mesmo. No entanto, o que Brando cuidava, na intimidade, era de tecer a versão de sua própria vida. Gravou, em fitas de áudio, mais de 200 horas de depoimentos, ao longo de meio século a partir do início dos anos 50, quando chegou ao cinema, musculoso e bonito, reprisando o papel que o consagrara no teatro, o Stanley Kowalski de A Streetcar Named Desire (Um Bonde Chamado Desejo), de Tennessee Williams. 

Listen to Me Marlon é o pungente, surpreendente documentário que resultou da edição das fitas que até mesmo a família desconhecia. O diretor inglês Stevan Riley (de Blue Blood) e o produtor John Battsek (Oscars de documentário por One Day in September e Searching for Sugar Man). O filme é Brando pela voz de Brando, sem a interferência de interpretações alheias, e tendo como ilustração apenas clipes de seus filmes e os fiapos de suas raras entrevistas. Ele por inteiro, sem as máscaras que emprestava a seus tipos memoráveis, de Júlio Cesar a Don Corleone, de Emiliano Zapata ao Coronel Kurtz de Apocalypse Now

Ele, Marlon Brando: um autodidata voraz que reuniu 4 mil volumes em sua biblioteca, gênio construído no alicerce esponjoso de uma atroz autocrítica que beirava a insegurança, um talento nem sempre compreendido – e respeitado – ainda que bafejado de elogios contundentes, tais como o de Martin Scorsese, que nem sequer teve coragem suficiente para escalar o monstro em algum de seus filmes, e apesar disso, dividia a arte de atuar em “antes de Brando” e “depois de Brando”.  

“Antes de Bogart e “depois de Bogart”, corrigiriam os nostálgicos de uma época em que o carisma dramático se exprimia melhor quando imerso nas brumas da película em preto e branco e nas tramas do film noir. Alinhado com eles está o próprio American Film Institute, que optou por Humphrey Bogart (1899-1957) como “a maior estrela masculina do cinema americano de todos os tempos”. Uma contribuição brasileira, assinada por Luis Felipe Sobral, doutorado em Antropologia Social pela Unicamp, vem reforçar agora a auréola do mito, na forma do livro Bogart Duplo de Bogart (subtítulo: Pistas da persona cinematográfica de Humphrey Bogart; Editora Terceiro Nome/Fapesp, 148 págs., 35 reais).

Sobral recorta seu personagem no período de 1941 a 1946, quando aquele nova-iorquino de pai médico e mãe artista, morador no Upper East Side, recebia enfim de Hollywood o reconhecimento que o cinema tanto relutara em lhe dar. Nas duas coisas, Humphrey e Marlon eram totalmente diferentes: nas predestinações sociais do berço (Brando nasceu de família pobre no desprezível Nebraska) e no timing do sucesso. Ambos vieram do teatro, mas o sucesso instantâneo de Brando o catapultou automaticamente para o cinema; Bogartpenou em 21 peças da Broadway e numa sucessão de papéis de coadjuvante no cinema antes de se consagrar em A Relíquia Macabra (The Falcon Maltese), dirigido por John Huston.

Na intriga engendrada por Dashiell Hammett, o detetive Sam Spade ofereceu a Bogart a definitiva virada em sua trajetória até então esforçada. Observa Sobral: Spade ilumina, com seu cinismo pragmático, dilacerado entre o amor e o ódio diante das mentiras da perigosamente sedutora Brigid O. Shaughnessy, o estilo pessoal, de magnetismo ambíguo, a alguns passos da caricatura, que levou Bogart ao olimpo da iconografia cinematográfica. Quando, um ano depois, Humphrey Bogart compartilhou com Ingrid Bergman o triunfo de público e crítica que foi Casablanca, de Michael Curtiz, o fascínio dele já não deixava dúvidas.

Seja em Brando, seja em Bogart, o arquétipo do astro que vai além da realidade está embebido em amoralidade. E tanto um quanto o outro podem até dar a impressão de estar sempre fazendo o mesmo papel – no fundo, o papel de si mesmos. Mas é a isso que se chama estilo. Até na voz meio roufenha, mais acentuada em Bogart, mas exercitada por Brando em seu Chefão, eles são únicos. Sem falar nos cacoetes, nos trejeitos, tantos que não surpreende que os dois estejam sempre sujeitos a paródias nem sempre lisonjeiras (a que Woody Allen faz de Bogart em Sonho de Um Sedutor é, no entanto, uma deliciosa homenagem). O certo é: quem quer que tome partido nessa duradoura rivalidade estará fazendo uma digna homenagem ao cinema.

Veja aqui o artigo publicado originalmente no site da revista Carta Capital

E confira aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em Bogart duplo de Bogart

Vilanova Artigas e A mão livre do vovô – Folha de São Paulo (Guia de Livros)

Folha de S Paulo - Guia - 26set2015

Confira aqui a resenha publicada no site da Folha de S. Paulo

E veja aqui mais informações sobre o livro Vilanova Artigas e aqui se quiser ver mais detalhes sobre o livro A mão livre do vovô

Deixe um comentário

Arquivado em A mão livre do vovô, Vilanova Artigas

João – Quintal da Cultura (TV Cultura), 30 de novembro de 2015

Vovovivo conta a história de João, o menino mais rico do mundo

joão no quintal da cultura

Clique na imagem para assistir ao vídeo na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em João