Arquivo da categoria: Coleção Brasil Rebelde

A Guerra Guaranítica – Observatório Histórico Geográfico (Coluna Mundo dos Livros), março de 2014

guaranitica

Coluna Mundo dos Livros – Análise da obra ‘A Guerra Guaranítica: O Levante Indígena que Desafiou Portugal e Espanha’

Olá pessoal, na coluna semanal “Mundo dos Livros” desta semana vamos conhecer a obra do historiador Tau Golin intitulada A Guerra Guaranítica: O Levante Indígena que Desafiou Portugal e Espanha pela editora Terceiro Nome.

O livro do historiador aborda a destruição dos Sete Povos – é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Jesuítas espanhóis no Rio Grande de São Pedro, atual Rio Grande do Sul, composto pelas reduções de São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Os Sete Povos também são conhecidos como Missões Orientais, por estarem localizados a leste do rio Uruguai.
A obra faz uma narrativa do massacre e apropriação da identidade dos indígenas no Rio Grande do Sul e isso a torna uma fonte de fácil acesso aos leitores interessados em compreender um período fundamental na formação do Estado. Para os amantes de literatura que destacam guerras o livro traz as três partidas dos exércitos ibéricos e nas batalhas decorrentes dessas investidas.
Sem dúvida Golin estimula o imaginário dos leitores ao abordar essa temática tão importante para a formação do Rio Grande do Sul assim como reavivar as novas mentes sobre como ocorreu as diversas batalhas em seu território e como os reduzidos indígenas lutaram para defender suas terras e seu modo de vida.
Você ainda encontra discursos formidáveis dos missioneiros,  traz pequenas biografias dos principais personagens do conflito e ainda o autor avalia o legado da revolta vale a pena você fazer essa viagem no tempo.
Até a próxima pessoal.
Leia aqui a resenha na íntegra
E veja aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica, Coleção Brasil Rebelde

A Guerra Guaranítica – Zero Hora (Caderno PrOA), 9 de fevereiro de 2014

guaranitica

Livro narra massacre e apropriação da identidade indígena no RS

Historiador Tau Golin enfoca a luta de resistência dos povos nativos missioneiros em “A Guerra Guaranítica”

Para constituir uma identidade, buscamos características específicas que nos diferenciem dos demais. No Rio Grande do Sul, nossa história guarda uma experiência única na colonização da América. Aqui, na parte meridional, durante um período de um século e meio, houve uma sociedade baseada na propriedade coletiva da terra e no respeito às tradições dos povos nativos. Refiro-me exclusivamente às Missões Jesuíticas. No final do ano passado, um lançamento literário veio reacender a chama do imaginário missioneiro, e nos ajudar a lembrar que, mesmo com a dizimação dos índios rebeldes pelos exércitos luso-castelhanos, ficou um legado determinante para nossos costumes em comum. Trata-se do livro A Guerra Guaranítica: O Levante Indígena que Desafiou Portugal e Espanha, de Tau Golin (Editora Terceiro Nome, 200 páginas, R$ 38).

O tema não é novidade para o autor, que se debruça há décadas sobre ele, tendo publicado em 1998 obra extensa e rica em documentação. Diferentemente, o novo volume resume a tese do historiador sobre a destruição dos Sete Povos. Constitui-se, assim, como fonte de fácil acesso para o público interessado em compreender um período fundamental na formação do Estado. Também é um livro de guerra, centrado nas três partidas dos exércitos ibéricos e nas batalhas decorrentes dessas investidas. Para os fãs do gênero, revela táticas missioneiras, como queimar os campos na vanguarda do inimigo ou presenteá-lo para retardar seu avanço.

O autor não tem medo de arriscar. Com intuição e erudição, por vezes, reconstitui histórias de forma humanizada. Noutras, em tom anedótico. Escrevendo sobre as conferências de demarcadores de fronteira, chama atenção para a pompa com que tenentes-de-dragões, comissários e marqueses dos reinos europeus chegavam à região inóspita mais ao sul. De acordo com Golin, montaram dois acampamentos, reproduzindo cenários palacianos e autos barrocos. É divertido e vale a pena citar aqui o episódio de encontro ao acaso, antes das cerimônias previstas, em que os líderes avistaram-se nas margens de um riacho. Quando um entrou à cavalo n’água, o outro atirou-se igualmente em busca de cumprimento. “Consequentemente, a primeira conversa entre eles se deu na margem sul do arroio, sem poltrona aveludada, onde permaneceram em pé durante três horas, com Gomes Freire secando os fundilhos na aragem sulina”, escreve, na página 65.

Estimula o imaginário lembrar que, antes da guerra fatídica, os índios reduzidos enfrentaram diversas batalhas nas defesas da fronteira espanhola e do seu modo de vida. Fundaram sete cidades na banda oriental do Rio Uruguai. Entre perdas e ganhos, um século antes, derrotaram bandeirantes na Batalha de M’Bororé em 1641, feito épico.

Reside aí um dos valores deste livro: reavivar em nossas mentes contemporâneas o que representou a empreitada jesuítica-indígena. Basta ler que na metade do século 18 estavam organizados em 30 povos, na região onde hoje se situam o noroeste gaúcho, o nordeste argentino, o sul paraguaio e o norte uruguaio. Eram praticamente autossuficientes. Exportavam produtos beneficiados e participavam de 60% do mercado do Rio da Prata. O sucesso inclusive causava receio na Península Ibérica de que houvesse uma insurreição de um novo estado teocrático por estas plagas. Tau Golin ressalta que este medo vinha mesmo do desconhecimento do protagonismo indígena nas Missões.

Essa civilização parece ter ido muito bem, até que os dois reinos europeus assinaram o Tratado de Madri, em 1750. No acordo, a Colônia de Sacramento, fundada pelos portugueses onde hoje é o Uruguai, deveria ser entregue à Espanha. Em contrapartida, os espanhóis cederiam os Sete Povos das Missões. Sobre a troca, o autor observa que “Madri e Lisboa, no entanto, não levaram em consideração o que pensavam os habitantes daquela parte da América do Sul”. Nesta passagem podemos ter uma prévia de como Golin guia o texto. Longe das versões dos vencedores, nesta, o nativo tem voz e intenção.

Didático, o volume contém explicações sobre a constituição dos povoados em áreas urbanas e rurais, com complexa organização administrativa que incluía padres e caciques. Traz pequenas biografias dos principais personagens do conflito. Entre militares europeus e jesuítas, estão os comandantes indígenas, incluindo Sepé Tiaraju, alferes de São Miguel que inicialmente não era rebelde. Seu posicionamento teria mudado após um sonho com o padroeiro São Miguel, ordenando que os índios permanecessem em suas terras.

No campo do pertencimento, essência da identidade, há discursos formidáveis dos missioneiros frente à ameaça de despejo. Na carta do povo de São Luis, por exemplo, afirmam não querer a guerra, mas reiteram que: “esta é a terra em que nascemos, nos criamos e fizemos batizar, e é assim que aqui gostaríamos de morrer”.

Este tipo de discurso localista vem sendo apropriado desde o século 20 e colecionado como se fosse parte de uma cultura baseada no tipo gauchesco. No entanto, intriga saber que o exército espanhol era formado por poucas tropas regulares e uma maioria de paisanos. Esses paisanos, nas palavras de Golin, eram uma “gauchada sanguinária, habituada a roubar os rebanhos missioneiros, cuja barbárie ficaria conhecida na Batalha de Caiboaté”. E tem mais. Consultando documentação da época, o historiador afirma que o comando luso-espanhol perdeu o controle sobre a gauchada, responsabilizada, em parte, pela “mortandade”. Os chamados também de “blandengues” teriam prosseguido com as execuções após os índios terem sido completamente derrotados e pedirem clemência.

Após provocar esse choque entre nossa identificação regional e nossa sensibilidade, no último capítulo, o autor avalia o legado da revolta. Acredita que a posterior miscigenação provocou ao mesmo tempo a formação de uma nova sociedade e a destruição de um modo de vida tradicional. Um processo de guaranização do cotidiano contemporâneo sul-rio-grandense também teria atingido áreas mais distantes das missões. “Expressões identitárias icônicas, como o assado/churrasco (a espetada de carne tribal), o mate/chimarrão e dezenas de alimentos constitutivos da ‘comida caseira’ vêm do universo nativo”, escreve.

No entanto, qualifica como assustador o fato de que descendentes de imigrantes europeus se identifiquem como missioneiros hoje, baseando-se na territorialidade e no patrimônio cultural, enquanto os índios são marginalizados e vistos como um problema para o Estado-nação. “Essa guaranização subalterna talvez tenha sido o fenômeno mais determinante da formação de um ethos rio-grandense, daquilo que podemos chamar genericamente de elementos fundantes de um povo e de seus costumes em comum”, conclui.

Sem querer idealizar aquele período, este pequeno livro nos estimula a reinterpretar a história pensando os dias atuais. Estimula-nos até a arriscar hipóteses. Se hoje há conflitos agrários no Rio Grande do Sul, entre descendentes de europeus e nativos, é porque o modelo de propriedade coletiva da terra perdeu a guerra?

Outra questão se impõe. Tratando-se de batalhas perdidas, escolhemos a Revolução Farroupilha para basear nossa identidade contemporânea. Mas à medida que superarmos nossa herança racista e machista, advinda além-mar junto a nossos antepassados imigrantes, começaremos a achar menos interessante o ícone gaúcho (individualizado, imponente, viril e montado a cavalo)? Passaremos a simpatizar e a nos apropriarmos de uma simbologia mais fraternal e civilizatória, oferecida pela experiência missioneira? Inventaremos uma nova tradição?

Leia aqui a matéria na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica, Coleção Brasil Rebelde

A Guerra Guaranítica – Pampurbana, 8 de fevereiro de 2015

guaranitica

Missioneiro Rio Grande do Sul – índios relegados, costumes incorporados

*texto publicado no jornal Zero Hora (caderno PrOA) em 08/02/2015.
Para constituir uma identidade buscamos características específicas que nos diferenciem dos demais. No Rio Grande do Sul, servimo-nos em prato cheio (temos assado de carne espetada e chimarrão). Podemos orgulhar-nos e sermos bairristas ao constatar que nossa história guarda uma experiência única na colonização da América. Aqui, na parte meridional, durante um período de um século e meio, houve uma sociedade baseada na propriedade coletiva da terra e no respeito às tradições dos povos nativos. Refiro-me exclusivamente das Missões Jesuíticas.

No final do ano passado um lançamento literário veio reacender a chama do imaginário missioneiro, e nos ajudar a lembrar que, mesmo com a dizimação dos índios rebeldes pelos exércitos luso-castelhanos, ficou um legado determinante para nossos costumes em comum. Tau Golin lançou o livro “A Guerra Guaranítica – O levante indígena que desafiou Portugal e Espanha” (Ed. Terceiro Nome).

O tema não é novidade para o autor, que se debruça há décadas sobre ele, tendo publicado em 1998 obra extensa e rica em documentação. Diferente, o novo volume resume a tese do historiador sobre a destruição dos Sete Povos. Constitui-se, assim, como fonte de fácil acesso para o público interessado em compreender um período fundamental na formação do estado do Rio Grande do Sul.

Também é um livro de guerra, centrado nas três partidas dos exércitos ibéricos e nas batalhas decorrentes dessas investidas. Para os fãs do gênero, revela táticas missioneiras, como queimar os campos na vanguarda do inimigo ou presenteá-lo para retardar seu avanço.

O autor não tem medo de arriscar. Com intuição e erudição, por vezes, reconstitui estórias de forma humanizada. Noutras, em tom anedótico. Escrevendo sobre as conferências de demarcadores de fronteira, chama atenção para a pompa com que tenentes-de-dragões, comissários e marqueses dos reinos europeus chegavam à região inóspita mais ao sul. De acordo com Golin, montaram dois acampamentos, reproduzindo cenários palacianos e autos barrocos. É divertido e vale a pena citar aqui o episódio de encontro ao acaso, antes das cerimônias previstas, em que os líderes avistaram-se nas margens de um riacho. Quando um entrou à cavalo n’água, o outro atirou-se igualmente em busca de cumprimento. “Consequentemente, a primeira conversa entre eles se deu na margem sul do arroio, sem poltrona aveludada, onde permaneceram em pé durante três horas, com Gomes Freire secando os fundilhos na aragem sulina”, escreveu na página 65.

Estimula o imaginário lembrar que antes da guerra fatídica, os índios reduzidos enfrentaram diversas batalhas nas defesas da fronteira espanhola e do seu modo de vida. Fundaram sete cidades na banda oriental do Rio Uruguai. Entre perdas e ganhos, um século antes, derrotaram bandeirantes na Batalha de M’Bororé em 1641, feito épico.

Reside aí um dos valores deste livro: reavivar em nossas mentes contemporâneas o que representou a empreitada jesuítica-indígena. Basta ler que na metade do século XVIII estavam organizados em 30 povos, na região onde hoje se situam o noroeste gaúcho, o nordeste argentino, o sul paraguaio e ainda o norte uruguaio. Eram praticamente autossuficientes. Exportavam produtos beneficiados e participavam de 60% do mercado do Rio da Prata. O sucesso inclusive causava receio na Península Ibérica de que houvesse uma insurreição de um novo estado teocrático por estas plagas. Tau Golin ressalta que este medo vinha mesmo com o desconhecimento do protagonismo indígena nas Missões.

Essa civilização parece ter ido muito bem, até que os dois reinos europeus assinaram o Tratado de Madri, em 1750. No acordo, a Colônia de Sacramento, fundada pelos portugueses onde hoje é o Uruguai, deveria ser devolvida à Espanha. Em contrapartida, os espanhóis entregariam os Sete Povos das Missões. Sobre a troca, o autor observa que “Madri e Lisboa, no entanto, não levaram em consideração o que pensavam os habitantes daquela parte da América do Sul”. Nesta passagem podemos ter uma prévia de como Golin guia o texto. Longe das versões dos vencedores, nesta, o nativo tem voz e intenção.

Didático, o volume contém explicações sobre a constituição dos povoados em áreas urbanas e rurais, com complexa organização administrativa que incluía padres e caciques. Traz pequenas biografias dos principais personagens do conflito. Entre militares europeus e jesuítas, estão os comandantes indígenas, incluindo Sepé Tiaraju, alferes de São Miguel que inicialmente não era rebelde. Seu posicionamento teria mudado após um sonho com o padroeiro São Miguel, ordenando que os índios permanecessem em suas terras.

No campo do pertencimento, essência da identidade, há discursos formidáveis dos missioneiros frente à ameaça de despejo. Na carta do povo de São Luis, por exemplo, afirmam não querer a guerra, mas reiteram que: “esta é a terra em que nascemos, nos criamos e fizemos batizar, e é assim que aqui gostaríamos de morrer”.

Este tipo de discurso localista vem sendo apropriado desde o século XX e colecionado como se fosse parte de uma cultura baseada no tipo gauchesco. No entanto, intriga saber que o exército espanhol era formado por poucas tropas regulares e uma maioria de paisanos. Esses paisanos, nas palavras de Golin, era uma “gauchada sanguinária, habituada a roubar os rebanhos missioneiros, cuja barbárie ficaria conhecida na Batalha de Caiboaté”. E tem mais. Consultando documentação da época, o historiador afirma que o comando luso-espanhol perdeu o controle sobre a gauchada, responsabilizada, em parte, pela “mortandade”. Os chamados também de “blandengues” teriam prosseguido com as execuções após os índios terem sido completamente derrotados e pedirem clemência.

Após provocar esse choque entre  nossa identificação regional e nossa sensibilidade, no último capítulo, o autor avalia o legado da revolta. Acredita que a posterior miscigenação provocou ao mesmo  tempo a formação de uma nova sociedade e a destruição de um modo de vida tradicional. Um processo de guaranização do cotidiano contemporâneo sul-rio-grandense também teria atingindo áreas mais distantes das missões. “Expressões identitárias icônicas, como o assado/churrasco (a espetada de carne tribal), o mate/chimarrão e dezenas de alimentos constitutivos da ‘comida caseira’ vêm do universo nativo”, escreve.

No entanto, qualifica como assustador o fato de que descendentes de imigrantes europeus se identifiquem como missioneiros hoje, baseando-se na territorialidade e no patrimônio cultural, enquanto os índios são marginalizados e vistos como um problema para o Estado-nação. “Essa guaranização subalterna talvez tenha sido o fenômeno mais determinante da formação de um ethos rio-grandense, daquilo que podemos chamar genericamente de elementos fundantes de um povo e de seus costumes em comum”, conclui.

Sem querer idealizar aquele período, este pequeno livro nos estimula a reinterpretar a história pensando os dias atuais. Estimula-nos até a arriscar hipóteses. Se hoje há conflitos agrários no Rio Grande do Sul, entre descendentes de europeus e nativos, é porque o modelo de propriedade coletiva da terra perdeu a guerra?

Outra questão se impõe. Tratando-se de batalhas perdidas, escolhemos a Revolução Farroupilha para basear nossa identidade contemporânea. Mas à medida que superarmos nossa herança racista e machista, advinda além-mar junto a nossos antepassados imigrantes, começaremos a achar menos interessante o ícone gaúcho (individualizado, imponente, viril e montado a cavalo)? Passaremos a simpatizar e a nos apropriarmos de uma simbologia mais fraternal e civilizatória, oferecida pela experiência missioneira? Inventaremos uma nova tradição?

Leia aqui o texto na íntegra
E veja aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica

A Guerra Guaranítica – Clic News Soledade, 8 de novembro de 2014

A Guerra Guaranítica - O levante indígena que desafiou Portugal e Espanha | COLEÇÃO BRASIL REBELDE

Escritores lançam obras durante 9a Feira do Livro de Soledade

Diferentes literaturas estão sendo apresentadas ao público, e entre os autores, muitos soledadenses

Aproveitando a movimentação literária que Soledade vive por conta da 9ª Feira do Livro, muitos escritores, dentre eles, soledadenses, estão fazendo o lançamento de suas obras. Diferentes literaturas estão sendo apresentadas ao público, dentre elas, livros de autoria de Nicácio Lima, Maria Lêda Lóss dos Santos, Juliano Tonezar da Silva, Nery Luiz Auler da Silva, Vitor Malaggi, Mariane Rocha Silveira, Carlos Arthur Hauschild, Solange Maria Longhi, Selina Maria Dal Moro, Luiz Carlos Tau Golin e Pablo Moreno.

Na quinta-feira (6), o patrono da 9ª Feira do Livro, Nicácio João Maria de Lima, apresentou seu livro “Saga de memórias de um historiador que viveu sob o estigma candente da sorte”. Já no segundo dia do evento, o professor Dr. Luiz Carlos Tau Golin lançou seu livro “A Guerra Guaranítica – o levante indígena que desafiou Portugal e Espanha”.

O sábado (8) igualmente está sendo movimentado por conta dos lançamentos das obras. Nesta manhã, o livro “Como eles são? Concretizando a realidade silenciosa do analfabetismo no sul do Brasil”, organizado pelas professoras Solange Maria Longhi e Selina Maria Dal Moro, com participação de Maria Lêda Lóss dos Santos, Carlos Arthur Hauschild, Juliano Tonezar da Silva, Nery Luiz Auler da Silva, Vitor Malaggi e Mariane Rocha Silveira, foi apresentado ao público presente.

Ainda durante o sábado, mais outras duas obras serão lançadas: “Construtores de História 3 – famílias italianas do Brasil”, que tem a participação da escritora soledadense Maria Lêda Lóss dos Santos; e “Quase um passarinho”, de autoria de Pablo Moreno. A solenidade acontece às 14h 30min, no palco Jesus Marodin, no Largo da Matriz.

A programação da 9ª Feira do Livro segue durante a tarde, quando, às 15h 30min, será reservado um momento para a Academia Soledadense de Letras. Já às 17h 30min, acontece o Acordes ao Pôr do Sol, desenvolvido pela Sociedade Botucaraí Pró-Cultura.

No domingo (9), último dia da Feira, às 14h 30min, terá a presença do autor Roosevelt Andolphato. Às 16h 40min, serão feitas as entregas das premiações aos vencedores dos projetos 70 anos da Biblioteca Pública Municipal Alcides Maya e das Olimpíadas de Língua Portuguesa. Às 17h, haverá um tributo ao centenário de Lupicinio Rodrigues, seguido da solenidade de encerramento da 9ª Feira do Livro e divulgação do novo patrono ou patronesse da 10ª edição. Por fim, às 20h, no auditório do Centro Cultural, será apresentado um Stand Up Comedi, com Marcio Meneghell, Carlinhos Tabajara, Miraldi Junior da Costa e Guto Pasini.

Veja aqui a matéria na íntegra

E confira aqui mais detalhes sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica, Coleção Brasil Rebelde

A Guerra Guaranítica – História UFP, 17 de outubro de 2014

a_guerra_guaran_tica_-_capa

Lançamento do livro A Guerra Guaranítica

OCORRERÁ O LANÇAMENTO DO LIVRO A GUERRA GUARANÍTICA, COM PALESTRA DO AUTOR, CONVERSA COM O PÚBLICO E SESSÃO DE AUTÓGRAFO,

DIA 21 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, ÀS 19:30, NA ACADEMIA PASSO-FUNDENSE DE LETRAS (Avenida Brasil Oeste, 792, Passo Fundo/RS.)

TODOS CONVIDADOS.

Editora Terceiro Nome lança a Coleção Brasil RebeldeA Guerra Guaranítica, de Tau Golin, abre a série de livros sobre as revoltas populares desde o período colonial até o republicano; o segundo volume será sobre o Quilombo dos Palmares

Por muito tempo, uma certa historiografia tentou vender a ideia equivocada que o Brasil se formou a partir de um processo pacífico de miscigenação entre europeus, indígenas e africanos. Esses povos teriam aceitado passivamente serem súditos da coroa portuguesa e, depois, cidadãos resignados do Brasil independente. No entanto, os livros que compõem a Coleção Brasil Rebelde seguem uma linha de pesquisa diferente, que busca dar voz aos grupos oprimidos. “O povo brasileiro não tem nada de pacífico. A construção deste país sempre foi marcada por lutas travadas entre as populações excluídas e os poderes estabelecidos”, afirma o jornalista e pesquisador Bruno Fiuza, coordenador da coleção.

Escritos em linguagem acessível por grandes especialistas, cada volume da Coleção Brasil Rebelde é dedicado a uma revolta específica. O primeiro livro da coleção, A Guerra Guaranítica, trata do conflito no qual os indígenas da região dos Sete Povos das Missões lutaram contra portugueses e espanhóis de 1754 a 1756. Ainda neste ano será lançado Palmares, que analisa o maior quilombo da América portuguesa.

A Guerra Guaranítica – o levante indígena que desafiou Portugal e Espanha

Além de ignoradas pela história oficial, as populações indígenas geralmente são retratadas como grupos que se submeteram à dominação europeia sem resistir. Porém, os episódios narrados pelo historiador Tau Golin em A Guerra Guaranítica (Terceiro Nome, 2014) desconstroem essa imagem.

Apoiadas por padres jesuítas, tropas indígenas da região dos Sete Povos das Missões, no atual estado do Rio Grande do Sul, barraram o avanço dos oficiais portugueses e espanhóis que redesenharam as fronteiras entre os domínios de seus países na América do Sul após a assinatura do Tratado de Madri, em 1750. Os rebeldes resistiram de 1754 a 1756, até serem derrotados por um imenso exército coligado das duas nações européias. Apesar da derrota, o líder guarani Sepé Tiaraju é lembrado até hoje como um dos maiores símbolos da resistência dos povos nativos do Brasil.

Luiz Carlos Tau Golin é jornalista e historiador, doutor em história pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com pós-doutoramento pela Universidade de Lisboa, e professor-pesquisador de História da Universidade de Passo Fundo – UPF (graduação e pós-graduação). Desenvolve pesquisas sobre a formação da América meridional, com diversas publicações sobre os conflitos geopolíticos. Sobre o tema das Missões destacam-se obras como A Guerra Guaranítica: Como os exércitos de Portugal e Espanha destruíram os Sete Povos dos jesuítas e índios guaranis no Rio Grande do Sul (1750-1761) (Editora da UFRGS/UPF Editora, 1998); A Fronteira (L&PM, 2002, 2004, 2v); A Expedição: Imaginário Artístico na Conquista Militar dos Sete Povos (Sulina, 1997); Etnocídio e herança indígena (UPF Editora, 1999).

Bruno Fiuza, coordenador da Coleção Brasil Rebelde, é jornalista formado pela PUC-SP com pós-graduação pela Universidade Ramón Llul de Barcelona (Espanha), historiador formado pela USP e mestrando no programa da mesma universidade, onde desenvolve projeto de pesquisa sobre a Ação Global dos Povos e a Emergência das lutas capitalistas em rede.

Veja aqui a matéria na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica, Coleção Brasil Rebelde

A Guerra Guaranítica – Zero Hora (Pampianas), 25 de outubro de 2014

Zero Hora - Pampianas 25out2014-

Veja aqui mais detalhes sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica, Coleção Brasil Rebelde

A Guerra Guaranítica – Zero Hora, 23 de outubro de 2014

a_guerra_guaran_tica_-_capa

Sessões de autógrafos em Porto Alegre

Entre os lançamentos que ocorrem nesta quinta-feira, em Porto Alegre, está o livro A Guerra Guaranítica — O Levante Indígena que Desafiou Portugal e Espanha (editora Terceiro Nome), de Tau Golin, às 19h, no Iate Clube Guaíba (Guaíba, 95). A obra integra a coleção Brasil Rebelde, que tem por objetivo mostrar como os grupos que viriam a formar o moderno povo brasileiro sempre se levantaram contra a injustiça e a opressão — cada volume da coleção trata de uma revolta específica.

Veja aqui a nota na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

Deixe um comentário

Arquivado em A Guerra Guaranítica, Coleção Brasil Rebelde