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Gente do Mar – revista Espresso, dezembro de 2015

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Gente do mar – Blog Tudo al dente, 14 de junho de 2015

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Livro fala da gastronomia caiçara brasileira

Leia a seguir trecho do livro Gente do mar, de Ricardo Maranhão, com fotos de Fabio Colombini (Editora Terceiro Nome), que concorre hoje (dia 15) a prêmio de Melhor Livro de Gastronomia de 2014, no concurso anual da revista Prazeres da Mesa.

“Muita gente já teve a experiência de chegar numa praia ainda pouco frequentada por turistas e lhe ser oferecido um peixe frito feito na hora por uma família caiçara, às vezes de graça, às vezes por preço baixo, servido em mesinhas improvisadas na praia. Se essa atitude hospitaleira existia com o visitante/turista, com os vizinhos era comum o peixe ser repartido e comido conjuntamente.

E assim se consolidam os pratos tradicionais do litoral paulista, dentre os quais o mais conhecido é o azul marinho, preparado com postas de peixe e banana nanica verde, que, ao ser cozida, solta uma água azul escura que dá nome ao prato. Mas na região de Ubatuba há também as lulas recheadas de Picinguaba e inúmeras outras formas de preparar peixes, moluscos e crustáceos, além dos pratos feitos com palmitos e tubérculos como mandioca e inhame, ou frutas como jaca, abacaxi, bananas da terra e ouro, que podem se tornar finas iguarias em bares ou restaurantes turísticos.

O azul marinho, nos depoimentos dos pescadores do Bonete, aparece em narrativas entusiásticas, como a de Miro, que diz comê-lo “com os temperos do jardim”, ou de Manoel Rosendo, que diz ter a iguaria como “uma coisa de sempre, de toda a vida”. Na verdade, em diversos contatos com comunidades litorâneas de São Paulo essa tradicional mistura de peixe com banana é sempre oferecida a quem chega a privar de um pouco mais de proximidade com os caiçaras. No caso da comunidade de Camburi, no extremo norte de Ubatuba, a presença é de tal importância que seus habitantes chegam a associar a comida com a sua própria identidade, como diz um dos moradores: “Toda pessoa que nasce aqui na região de Ubatuba é um caiçara, mas pra ele se manter como caiçara ele tem que continuar fazendo as atividades que um caiçara faz. Nossa atividade é mexer com pesca, com artesanato, com roça. Se um caiçara que mora aqui não conhecer o azul marinho, por exemplo, ele não é um caiçara de verdade”.

Quer dizer, para o depoente não basta nascer lá, é preciso compartilhar os saberes e os hábitos cotidianos. Ele acrescenta: “Aqui nós comemos o azul marinho. A banana e a mandioca a gente planta na terra daqui mesmo, na roça. O peixe, que pode ser o carapau, a cavala… a gente mata no mar, perto daquele costão ali. Tem também os cheiros [ervas para tempero] que a gente cata aqui no mato. Só que não é assim, não se vai misturando tudo não. Tem que saber a hora. Precisa consertar [limpar] o peixe um dia antes. Vai colher a banana que não pode ser verde nem madura demais. Faz um caldo com os cheiros e põe o peixe prá cozinhar. Quando chega o tempo certo, que a moça percebe que pode ponhá a banana, a moça põe. Aquilo vai cozinhando e ficando azul, azul da cor do mar. Quando tá pronto, é só colocar no prato e comer com a farinha de mandioca. A moça não pode deixar de comer com a farinha de mandioca do próprio lugar, aí sim, tem mais gosto!”.

Na construção de seu imaginário e sua cultura, o caiçara deposita no azul marinho um peso identitário e de prática comunitária tão grande quanto os seus hábitos de pesca, suas músicas, suas danças. Aliás, danças e músicas são elementos muitos presentes nas manifestações culturais caiçaras, como se vê no trabalho de Kilza Setti, Ubatuba nos cantos das praias, e também no de Antonio Paulino de Almeida, Usos e costumes praianos. Este último diz que o pescador “jamais viaja pelas enseadas ou atravessa as baías e os lagamares sem quebrar a solidão com um canto dolente ‘para espantar’ a nostalgia que lhe vem do mar. Não se compreende roçada ou derrubada, plantação ou colheita, sem a competente “brincadeira” que se prolonga até o nascer do sol e onde os desafios se sucedem. (…) Em tudo encontram motivo para bailes e fandangos, como acontece nos dias dos nossos santos populares, pelo carnaval, ano bom, natal, e em muitas ocasiões’.”

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Gente do Mar – allTV (Visão Plural), 15 de maio de 2015

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O historiador Ricardo Maranhão conversou com o Patrício Bentes, apresentador do programa Visão Plural, sobre o livro Gente do mar – vida e gastronomia dos pescadores brasileiros. Maranhão e o fotógrafo Fabio Colombini percorreram o litoral do Brasil, desde o Pará até o Rio Grande do Sul, enfrentando estradas precárias e pequenas embarcações, para conhecer 25 comunidades de pescadores. O resultado dessa pesquisa, que durou um ano e meio, esta nesta obra, que, com textos em português e inglês, resgata as atividades de pesca e as práticas gastronômicas desses grupos que há séculos constroem com uma série de conhecimentos e práticas que respeitam o meio-ambiente.

Gente do mar foi realizado com apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Volkswagen.

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Gente do Mar – Revista Horizonte Geográfico, abril de 2015

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Gente do mar – Docol Magazine, fevereiro de 2015

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Gente do Mar – Revista Habitat, ano XIII, número 61

Revista Habitat - ano XIII número 61 2015

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Gente do Mar – Sabores da Cidade, 29 de dezembro de 2014

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Livro retrata cotidiano de comunidades caiçaras de norte a sul do Brasil

Historiador e fotógrafo viajaram pelo litoral do país em busca das tradições culinárias e do modo de vida de comunidades que resistem ao avanço da pesca industrial e do turismo predatório

O historiador Ricardo Maranhão e o fotógrafo Fabio Colombini percorreram o litoral do Brasil, desde o Pará até o Rio Grande do Sul, enfrentando estradas precárias e pequenas embarcações, para conhecer 25 comunidades de pescadores. O resultado dessa pesquisa, que durou um ano e meio, é o livro Gente do mar (Terceiro Nome, 2014). A obra, com textos em português e inglês, resgata as atividades de pesca e as práticas gastronômicas desses grupos que há séculos constroem com uma série de conhecimentos e práticas que respeitam o meio-ambiente.

Ricardo Maranhão ressalta que a cultura desses homens do mar, vinculada a uma ocupação discreta e respeitosa do meio ambiente, possui uma riqueza capaz de ensinar aos brasileiros um “modus vivendi” mais próximo à natureza. “Infelizmente, em muitos lugares de nosso litoral, o turismo predatório e as técnicas de pesca industrial vem expulsando inúmeras famílias de pescadores e descaracterizando sua existência”, completa, Maranhão. O livro mostra que existe uma realidade que pode ser aproveitada por um turismo inteligente, utilizando a sabedoria dessa gente do mar em um Brasil tão rico de diversidades.

Gente do Mar foi realizado com apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Volkswagen.

Os autores

Ricardo Maranhão é doutor em História pela USP, ex-professor da UNICAMP, professor de História da Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, foi palestrante em universidades do Canadá, da França, da Bélgica, da Holanda e da Alemanha. É autor e/ou organizador de 23 livros publicados de História e de dezenas de artigos em publicações especializadas, além de livros específicos sobre História da Gastronomia, como The Arab Influence in Brazilian Life (ed. Global, Prêmio Cookbook Award de Paris, 2011); publicou também, em parceria com Vallandro Keating, Caminhos da conquista – A formação do espaço brasileiro e Diário de navegação – Pero Lopes e a expedição de Martim Afonso de Sousa (1530-1532), ambos pela Terceiro Nome.

Arquiteto formado pela FAU-USP e fotógrafo autodidata, o paulistano Fabio Colombini há 30 anos registra os diferentes ecossistemas brasileiros. Dentre os prêmios que recebeu destacam-se os da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Fundação SOS Mata Atlântica, do World Calendar Awards (Illinois – EUA) e do National Geographic Channel, além do Prêmio Verde das Américas – Greenmeeting, recebido em 2011 pela contribuição para o desenvolvimento e preservação ambiental. É conselheiro da Associação de Fotógrafos de Natureza (AFNATURA) e suas imagens compõem o acervo dos institutos Moreira Salles e Itaú Cultural.

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