Gente do Mar – Sabores da Cidade, 29 de dezembro de 2014

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Livro retrata cotidiano de comunidades caiçaras de norte a sul do Brasil

Historiador e fotógrafo viajaram pelo litoral do país em busca das tradições culinárias e do modo de vida de comunidades que resistem ao avanço da pesca industrial e do turismo predatório

O historiador Ricardo Maranhão e o fotógrafo Fabio Colombini percorreram o litoral do Brasil, desde o Pará até o Rio Grande do Sul, enfrentando estradas precárias e pequenas embarcações, para conhecer 25 comunidades de pescadores. O resultado dessa pesquisa, que durou um ano e meio, é o livro Gente do mar (Terceiro Nome, 2014). A obra, com textos em português e inglês, resgata as atividades de pesca e as práticas gastronômicas desses grupos que há séculos constroem com uma série de conhecimentos e práticas que respeitam o meio-ambiente.

Ricardo Maranhão ressalta que a cultura desses homens do mar, vinculada a uma ocupação discreta e respeitosa do meio ambiente, possui uma riqueza capaz de ensinar aos brasileiros um “modus vivendi” mais próximo à natureza. “Infelizmente, em muitos lugares de nosso litoral, o turismo predatório e as técnicas de pesca industrial vem expulsando inúmeras famílias de pescadores e descaracterizando sua existência”, completa, Maranhão. O livro mostra que existe uma realidade que pode ser aproveitada por um turismo inteligente, utilizando a sabedoria dessa gente do mar em um Brasil tão rico de diversidades.

Gente do Mar foi realizado com apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Volkswagen.

Os autores

Ricardo Maranhão é doutor em História pela USP, ex-professor da UNICAMP, professor de História da Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, foi palestrante em universidades do Canadá, da França, da Bélgica, da Holanda e da Alemanha. É autor e/ou organizador de 23 livros publicados de História e de dezenas de artigos em publicações especializadas, além de livros específicos sobre História da Gastronomia, como The Arab Influence in Brazilian Life (ed. Global, Prêmio Cookbook Award de Paris, 2011); publicou também, em parceria com Vallandro Keating, Caminhos da conquista – A formação do espaço brasileiro e Diário de navegação – Pero Lopes e a expedição de Martim Afonso de Sousa (1530-1532), ambos pela Terceiro Nome.

Arquiteto formado pela FAU-USP e fotógrafo autodidata, o paulistano Fabio Colombini há 30 anos registra os diferentes ecossistemas brasileiros. Dentre os prêmios que recebeu destacam-se os da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Fundação SOS Mata Atlântica, do World Calendar Awards (Illinois – EUA) e do National Geographic Channel, além do Prêmio Verde das Américas – Greenmeeting, recebido em 2011 pela contribuição para o desenvolvimento e preservação ambiental. É conselheiro da Associação de Fotógrafos de Natureza (AFNATURA) e suas imagens compõem o acervo dos institutos Moreira Salles e Itaú Cultural.

Confira aqui a matéria na íntegra

E veja aqui mais informações sobre o livro

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