Terra de índio – Comunicação / FFLCH, 23 de março de 2015

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Lançamento do livro Terra de índio: imagens em aldeamentos do império

A autora, Profa. Dra. Marta Amoroso, a Editora Terceiro Nome e a Livraria Martins Fontes convidam para o lançamento do livro Terra de Índio: Imagens em Aldeamentos do Império.
Nesta obra que compõe a coleção Antropologia Hoje, a pesquisadora Marta Amoroso analisa as políticas indigenistas seculares e seu impacto na demarcação das terras indígenas.
A noite de autógrafos acontece nesta segunda-feira, 23 de março, às 19 horas, na Livraria Martins Fontes
SEG | 23.03.2015 | das 19 às 21h30 | convite
Livraria Martins Fontes. Avenida Paulista, 509, Cerqueira César, São Paulo
Em Terra de Índio, a pesquisadora Marta Amoroso reflete sobre as políticas indigenistas praticadas no país a partir do século 19
O século 19 quis transformar o índio no pobre do Brasil. Esse é o ponto de partida do livro Terra de Índio – Imagens em Aldeamentos do Império, da antropóloga Marta Amoroso. A autora situa o leitor em dois movimentos. Em um primeiro momento, logo depois da chegada da Família Real ao país e da Abertura dos Portos às nações amigas, em 1808, acompanha-se as expedições dos artistas e naturalistas que percorreram trechos bastante intactos da Mata Atlântica, que acolhiam – e acolhem ainda hoje – povos falantes das línguas Jê e Guarani.
Em um segundo momento, retrata a criação em 1845 dos Aldeamentos de Catequese e Civilização dos Índios, concebidos para territorializar e sedentarizar os índios, mas também para acomodar colonos nacionais e estrangeiros recém chegados no Brasil.
“Os índios impõem o peito de bronze ao homem branco”, afirmava um missionário capuchinho italiano, que morou grande parte de sua vida em um desses aldeamentos, de onde registrou a distância que os Guarani e os Kaingang mantinham da sede da missão. A abordagem desse estudo focaliza assim as dinâmicas deflagradas nos aldeamentos do Império. O período constitui para a história dos índios uma instigante descontinuidade na serie de registros da ação missionária cristã: antecede a elaboração da Lei de Terras, em 1850, institui para os índios um regime pautado pela tutela do Estado e por uma nova definição de seu território. Em meio a uma política indigenista paradoxal em sua formulação, de grande impacto na atualidade da questão territorial relativa aos povos indígenas, os aldeamentos do Império revelam também as formas indígenas de organização daquele espaço.
Marta Amoroso é professora de Antropologia e pesquisadora do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA-USP). Seus trabalhos focam dois temas centrais: as territorialidades indígenas em aldeamentos missionários e natureza e sociedade na Amazônia Central. Desde a década de 1990 desenvolve pesquisas junto aos Mura da Terra Indígena Cunhã-Sapucaia (rio Madeira, Amazônia). Com Gilton Mendes dos Santos é organizadora da coletânea Paisagens Ameríndias – lugares circuitos e modos de vida na Amazônia (Terceiro Nome, 2013).
Confira aqui a matéria na íntegra
E veja aqui mais informações sobre o livro
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