De Anita ao Museu – Vitruvius, 10 de março de 2015

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De Anita ao Museu – o Modernismo, da primeira exposição de Anita Malfatti à primeira Bienal

Referência para pesquisadores e leigos, a obra De Anita ao Museudo escritor e crítico Paulo Mendes de Almeida, traça um panorama dos principais eventos artísticos da cidade de São Paulo na primeira metade do século 20. A narrativa tem início em 1917, na exposição de Anita Malfatti, e segue até a inauguração do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) no final dos anos 1940, encerrando-se com a realização da primeira Bienal de São Paulo, em 1954.

Dono de uma prosa fluente e bem humorada, o autor relata os acontecimentos que testemunhou, alguns deles pouco conhecidos do público não especializado, como os bailes da SPAM (Sociedade Pró-Arte Moderna), as reuniões do CAM (Clube de Artistas Modernos), os Salões de Maio, a formação da Família Artística Paulista e do Sindicato de Artistas Plásticos, e sua convivência com artistas como Lasar Segall, Flavio de Carvalho, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Anita Malfatti, entre outros.

As edições anteriores do livro De Anita ao museu, hoje encontradas apenas em sebos, transformaram a obra ao longo dos anos numa referência sobre a arte moderna em São Paulo. A nova edição lançada pela Editora Terceiro Nome chega em formato maior, embalada por umprojeto gráfico que valoriza o texto e a obra, notas explicativas que contextualizam o leitor de hoje e mais de 130 imagens coloridas, entre obras, fotos e catálogos de exposições. A rica iconografia, fruto de um cuidadoso trabalho de pesquisa, dialoga com a “curadoria” de Paulo Mendes de Almeida para a edição anterior do livro, nos anos 1970, e amplia a quantidade de imagens. A inclusão de uma cronologia do autor, lista de textos publicados, nota sobre a concepção do livro e depoimentos de especialistas são diferenciais que ajudam a entender a importância da obra e do autor e situá-lo no contexto artístico e social do período.

“Além de resgatar o livro, nossa intenção foi trazer de volta a figura de Paulo Mendes de Almeida, testemunha e participante dos acontecimentos que marcaram o percurso da arte moderna em São Paulo e primeira pessoa a relatá-los de forma organizada, a partir de artigos que escreveu para a imprensa”, enfatiza Ana Luisa Martins, que sugeriu e coordenou a edição. Ana Luisa também assina o texto de apresentação, em que mescla recordações de sua convivência como autor e informações sobre ele, traçando um belo perfil de Paulo Mendes de Almeida.

Acessibilidade

A Editora Terceiro Nome produziu em parceria com a Fundação Dorina Nowill uma versão em CD com o texto lido na íntegra e audiodescrição das imagens contidas na versão impressa. O audiolivro é destinado ao público em geral, deficientes visuais e pessoas com baixa visão.

O site www.terceironome.com.br/deanitaaomuseu disponibiliza um PDF com a relação de galerias e museus onde é possível ver de perto as obras originais mencionadas no livro.

sobre o autor

Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) foi poeta, escritor, crítico de arte e advogado. Foi um dos fundadores da SPAM (Sociedade Pró-Arte Moderna), do CAM (Clube de Artistas Modernos) e da Família Artística Paulista. Foi diretor artístico do Museu de Arte Moderna de São Paulo, secretário geral da Bienal de São Paulo e comissário brasileiro da 30ª Bienal de Veneza em 1960.

Veja aqui a resenha na íntegra

E confira aqui mais informações sobre  o livro

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