O estádio dos desejos – blog Conta uma história, 25 de agosto de 2014

villoro

Para quem gosta ou não de futebol

Para um Brasil pós-Copa do Mundo e a sua Seleção de Futebol pós-Alemanha, a ficção de “O estádio dos desejos”, do mexicano Juan Villoro, lançado pela Editora Terceiro Nome, na Festa  Literária de Paraty (de 30/7 a 3/8),  com certeza, é uma mera coincidência, entretanto, vai provocar lembranças na cabeça do torcedor ou leitor brasileiro.

Como o livro é criativo e divertido, o texto agradável e engenhoso na missão de conduzir a história, as lembranças servirão para fazer o leitor interagir mais ainda com a proposta do autor: falar de futebol para quem gosta e para quem não gosta. São 120 páginas que provam que a paixão pelo esporte faz gente de qualquer parte do mundo se virar para ver vitorioso o seu time ou sua seleção de craques.

No caso de “O estádio dos desejos”, uma família se empenha para encontrar uma solução para seu país conseguir se classificar para a Copa do Mundo, já que os jogadores jogam mal, nunca ganham uma competição nem sequer se constrangem com a situação. Mesmo assim são amados por uma fiel, numerosa e alegre torcida.

Por causa desta torcida, a solução vem de uma forma surpreendente: primeiro, um cientista estabelece o princípio de que “o futebol tem tudo a ver com a infância” e os torcedores quando vão a um estádio voltam a ser meninos, que acreditam em heróis, e nada importa mais que o jogo. Em seguida, outro cientista decide se valer estrategicamente desta paixão da torcida pela seleção desastrosa para tornar os jogadores craques na hora da bola rolar.

Juntamente com seu filho Arturo, personagem da história, ele se lança no desafio de utilizar sua experiência profissional com Magnetismo para conseguir gols e vitórias. Espalha ímãs no teto do estádio para canalizar a energia da torcida para dentro do campo. Assim, o autor deixa mais do que uma lição de futebol. O menino Arturo, por exemplo, aprende a utilizar este magnetismo para atrair coisas mais perenes para a sua vida. Enquanto isso, a seleção do futebol ora perde, ora ganha, mas… se classifica.

Publicado originalmente como La cancha de los deseos, esse infantojuvenil tem a tradução para o português de Eric Nepomuceno, que já trabalhou em obras de Gabriel Garcia Márquez, Julio Cortázar, Eduardo Galeano, entre outros grandes nomes da literatura latino-americana. As ilustrações são do cartunista Francisco França.

O autor Juan Villoro nasceu em 1956 na Cidade do México e é um dos intelectuais latino-americanos mais ativos da atualidade. Sociólogo, jornalista, tradutor e professor universitário, já recebeu diversos prêmios por seu trabalho. Tem mais de trinta livros publicados em diversos gêneros, como romance, ensaio e teatro e escreve para revistas como Letras Libres e Etiqueta Negra, além dos jornais El País e Reforma. Assim como Arturo, o protagonista de O estádio dos desejos, Villoro é apaixonado por futebol. Torce pelo Barcelona (seu pai, o filósofo Luis Villoro, nasceu na Catalunha e se exilou no México depois da Guerra Civil Espanhola) e pelo Necaxa, time da segunda divisão do campeonato mexicano.

Veja aqui o post na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

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