Albinos – G1 (Pop & Arte), 23 de julho de 2014

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Série de fotografias sobre albinos brasileiros vira livro

Trabalho do fotógrafo Gustavo Lacerda teve início em 2009. Ensaio ‘Albinos’ recebeu os principais prêmios de foto do país.

O trabalho “Albinos” do fotógrafo Gustavo Lacerda, vencedor de prêmios como Conrado Wessel, em 2011, e parte do acervo do MASP ganha agora o formato de livro. O lançamento acontece dia 31 de julho, com uma projeção de imagens e a presença de protagonistas, no Madalena CEI, em São Paulo

Apesar de manter seu trabalho comercial, Gustavo sempre foi fascinado por fotografar quem não costuma ser “o escolhido para a foto”. Há tempos, ele viu um albino no Parque do Ibirapuera e ficou observando os traços físicos, a delicadeza e a timidez do rapaz; era como se fosse alguém invisível ali. “A ideia de iniciar o trabalho só veio em 2009, quando percebi que além da riqueza estética havia questões importantes, como a invisibilidade social, a fotofobia, sendo que a fotografia é essencialmente luz. Fui me envolvendo e o projeto foi crescendo, não imaginava aprofundar tanto”, conta Gustavo.

Foram fotografados cerca de 50 albinos durante cinco anos. No livro, são 35 imagens. As fotografias foram feitas no estúdio do artista, em São Paulo, e também no Rio de Janeiro e no Maranhão, em lugarejos próximos à ilha de Lençóis, conhecida pela alta concentração de albinos.

Sobre as fotografias feitas fora do contexto onde vivem estas pessoas Gustavo revela, “no início cheguei a experimentar esse caminho, mas logo percebi que, ao convidá-los para um ambiente formal de estúdio, eu mexia diretamente com a autoestima, já que estava lidando com pessoas que normalmente não vivem a posição de protagonistas”, daí a opção por intervir nos figurinos, nos cabelos, na maquiagem e nos fundos de tecido cenográfico. “Além de me oferecer mais controle estético, a produção tornava o momento especial para eles. Acredito que venham daí os sentimentos tão presentes nesses retratos: misto de orgulho e vaidade, desconforto e incômodo”.

Em uma das páginas do livro, o leitor pode manusear uma carta, escrita pela mãe de duas irmãs gêmeas albinas. “Ela conheceu meu trabalho pela internet, enquanto pesquisava informações sobre albinismo, pois não havia casos em sua família. Mandou um email para mim, agradecendo, porque viu um lado poético nas imagens. As meninas eram muito pequenas ainda e ela não estava segura se seria uma escolha delas serem fotografadas. Mas quando tinham quase dois anos, fui ao Rio pela primeira vez clicá-las. Mantivemos contato. Em uma exposição em Tiradentes, tive a ideia de incluir uma carta desta mãe contando sobre a experiência ao perceber que as filhas eram albinas.”

Leia aqui a matéria na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

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