O estádio dos desejos – La Latina, 5 de maio de 2014

villoro

Nem covarde nem canibal

Autor de frases curtas e de interesses vastos, Juan Villoro, atualmente um dos escritores mais destacados do México, virá ao Brasil a convite da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Neste ano, o evento, que será realizado de 30 de julho a 3 de agosto, se retrata da pouca atenção dada à literatura da América Latina em seus 11 anos de existência, com a presença já confirmada de quatro nomes de destaque na região, entre os quais brilha o de Villoro.

Publicado no Brasil atualmente pela Companhia das Letras, ele lançará na ocasião seu romance mais recente, “Arrecife”, que trata da onda de violência no México de um ponto de vista pop, a partir de sua exploração como fetiche turístico. Além disso, sua peça “Filosofia de Vida”, que ficou mais de um ano em cartaz em Buenos Aires, será montada em São Paulo ainda em 2014.

Pop, aliás, são muitos dos universos que mais atraem Juan Villoro. Premiado jornalista cultural, ele se nutre de futebol, rock e outros prazeres mundanos para digerir uma literatura que sobreviva ao tempo – e atinge as mais altas expectativas. “Creio que para entender uma época é preciso saber como as pessoas se divertem”, disse em entrevista ao Valor o escritor definido certa vez pelo colega Roberto Bolaño como “um dos poucos que não se converteram nem em covarde nem em canibal”.

Você escreve muita literatura infantil e tem várias histórias em que as crianças são protagonistas, como “O Livro Selvagem”, que a Companhia das Letras já publicou no Brasil. O que o atrai nesse universo?

Em breve, outro livro meu para crianças será publicado no Brasil, “La Cancha de los Deseos”[“O Estádio dos Desejos”é o título provisório], que tem a ver com futebol. Escrever para crianças é uma forma de me dar a infância que não tive e de dialogar com leitores extremamente inteligentes. A mente infantil aceita uma imaginação desaforada, desde que seja lógica. Trata-se de um desafio fantástico para um narrador. Além disso, as melhores histórias infantis têm um conteúdo filosófico. As crianças se fazem perguntas essenciais sobre o bem e o mal, a traição, a forma em que o tempo passa, a vida depois da morte… É um desafio arriscado e estimulante para um autor adulto.

Leia aqui a entrevista na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro já disponível nas principais livrarias do país e no site da Editora Terceiro Nome

 

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