Zo’é – Pernambuco.com (Recife), 8 de maio de 2014

Imagem

Fotografias de Rogério Assis estão em exposição na Boa Vista

Mostra do fotógrafo radicado em São Paulo apresenta 23 imagens de indígenas e entra em cartaz no Capibaribe Centro de Imagem

Um dos primeiros trabalhos de Rogério Assis se tornou um marco histórico do registro dos povos indígenas no Brasil. Ele foi o primeiro fotógrafo a ter contato com a tribo isolada Zo’é, ainda em 1989, a partir de uma viagem como membro de uma equipe da Funai. Vinte anos depois, em 2009, Rogério voltou ao noroeste do Pará para reencontrar a etnia e as imagens resultantes deram origem à exposição de fotografia documental Zo’é, que entra em cartaz às 19h30 desta quinta-feira no Capibaribe Centro de Imagem, na Boa Vista.

A mostra apresenta 23 imagens em preto-e-branco, de 60 cm x 60cm, e foi concebida para exibir, sem exotismos, um passeio pelo universo da tribo Zo’é, a partir de temas familiares ao cotidiano indígena. “Quis acompanhar a rotina deles e assumi uma postura de não-interferência, de me tornar quase ‘invisível’. Eles são muito hospitaleiros, mas era inevitável que a minha presença chamasse a atenção. Houve dias nos quais não fotografei, pois quis que eles se sentissem à vontade”.

Ao contrário da primeira visita, que demorou poucas horas, a segunda levou 25 dias, em duas temporadas. “Quando os vi pela primeira vez, passavam por uma epidemia de gripe e, na segunda leva, percebi que a vida deles melhorou muito por causa do isolamento. A Funai fez um ‘trabalho de autoestima’ com eles, para que não descaracterizassem suas práticas e sua cultura”. O trabalho de Rogério com a tribo também deu origem ao livro Zo’é, publicado ainda em 2009.

Serviço
Exposição Zo’é, de Rogério Assis
Onde: Capibaribe Centro da Imagem (CCI) – Rua da Aurora, 533, Boa Vista
Abertura: Quinta-feira, às 19h30
Visitação: Terça a sexta, das 14h às 18h, com visitação agendada
Entrada Franca
Informações: 3032-2500.

Visita guiada

Por dentro da exposição sobre a tribo

A caça
Após a primeira imagem, que convida o espectador a “entrar” na mata junto com os índios, as fotos ilustram os momentos de caça dos homens da tribo, desde o preparo das flechas até a ação deles na floresta. Feixes de fibras ou cipós funcionam como uma espécie de “elevador” para os caçadores subirem em árvores.

A aldeia
A queda da chuva e outros momentos cotidianos dos Zo’é são mostrados pelo paraense Rogério Assis em várias imagens, que trazem o espaço onde homens e mulheres vivem, os utensílios que usam e como eles se relacionam, por exemplo,
com seus animais de estimação.

Infância
A relação das mães da tribo com seus filhos é mostrada em outro bloco de fotografias, que traz também a forma com a qual as crianças se comportam na tribo: as brincadeiras, a relação delas com a natureza, o aprendizado de afazeres necessários à comunidade, como a caça.

Adolescência
As moças da tribo Zo’é andam com adornos e também são mostradas em momentos cotidianos, como o banho de rio e o descanso em uma rede. “Eles são extremamente vaidosos e apreciam muito o cultivo da beleza”, afirma Rogério. A referência à mata fechada encerra a exposição.

Veja aqui a matéria na íntegra

E confira aqui mais informações sobre o livro

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