O Capa-Branca – PublishNews, 8 de maio de 2014

Financiamento coletivo

Cariocas lançam duas plataformas de crowdfunding especialmente criadas para livros

O PublishNews tem dado, com regularidade, projetos de livros financiados via crowdfunding, ou financiamento coletivo. Mas até pouco tempo, não existia uma plataforma específica para livros. O que se via é autores buscando recursos, com empurrãozinho de amigos e interessados nos temas, em plataformas que servem para financiamento de qualquer outra coisa, além dos livros. Mas os cariocas saíram na frente e do Rio de Janeiro, foram lançadas duas plataformas: a Bookstart, de Bernardo Obadia e Vitor Arteiro e aBookstorming, encabeçada por Raquel Maldonado.
Do outro lado do balcão
Na outra ponta dessa história, está o autor. Muitos tentam, poucos conseguem publicar o seu livro e o crowdfunding surge como uma alternativa viável, mas muitas vezes pouco certo, é verdade. Daniel Navarro, por exemplo, conseguiu levantar mais do que precisava para levar adiante o seu livro O Capa-Branca, que reúne as memórias de Walter Farias, ex-atendente de enfermagem (e também paciente) do Complexo Psiquiátrico do Juquery, em Franco da Rocha (SP). Pelo idea.me , o livro levantou R$ 5.665, 25% além do que era previsto inicialmente. “Sei muito bem das dificuldades de se fazer um financiamento coletivo. Só fui ter certeza que daria certo nos 48 do segundo tempo”, conta. Agora, ele comemora que, além de financiadores, o livro amealhou também fãs que querem ajudar com algo além de dinheiro. “Jussara Fino, que já trabalhou na Cosac Naify e atualmente está na Editora Globo, se encantou com O Capa-Branca e vai fazer o projeto gráfico de graça”, contou entusiasmado. Além disso, Navarro prova que santo de casa também faz milagre. Depois do sucesso de arrecadação, a Terceiro Nome – onde Daniel é assessor de imprensa – ficou interessada pelo livro e vai editar o título.
As razões de optar pelo financiamento coletivo são meio óbvias: muita oferta para pouca demanda. As editoras fazem uma peneira e, claro, procuram títulos e autores mais vendedores. Esse, aliás, foi uma das razões apontadas por Raquel Maldonado para que encampasse o Bookstorming. “Tem tantos bons autores que ainda não tem o brilho necessário para conquistar uma editora e até entendo, afinal, literatura muitas vezes não sustenta editora”, contou ao PublishNews. Dilema parecido com o que Daniel Navarro se viu envolvido. Ele conta que no ano passado procurou mais de 30 editoras. “A competição no mercado editorial é muito grande. Eu tinha batido na porta de várias editoras. Recebi vários ‘nãos’ e alguns ‘talvez’. Dentro desses ‘talvez’, estava implícito  a verba para publicação”, conta Navarro. Por “verba para publicação”, entende-se bancar do próprio bolso ou buscar patrocínio. “Até tentei buscar patrocínio, mas o tema do livro não favorece esse tipo de ação. Imagina uma empresa farmacêutica querer associar sua marca a um livro que fala sobre um hospital psiquiátrico?” se pergunta. “Aí tive a ideia de fazer o crowdfuding para acelerar o processo”, conta.
Leia aqui a matéria na íntegra
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