Itamar Assumpção – Cadernos Inéditos | Diário do Nordeste (Caderno 3), 14 de abril de 2014

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Itamar, poeta no plural

Livro reúne escritos deixados pelo compositor Itamar Assumpção em seus cadernos

Em 2003, quando Itamar Assumpção morreu, sua mulher, Elizena, doou boa parte dos objetos pessoais do músico a amigos. Separou alguns para a família, como os óculos escuros extravagantes que ele gostava de usar nos shows e poucos instrumentos. O mais importante ela manteve guardado num armário de casa, para só mexer quando vencesse a saudade: sete caixas de papelão com 110 cadernos rascunhados de músicas, versos soltos, desenhos, listas de compras, bilhetes de desculpas, contos infantis, crônicas e poesias, muitas poesias.

O material foi compilado e finalmente lançado no livro “Itamar Assumpção: Cadernos inéditos”, da Editora Terceiro Nome, em parceria com o Itaú Cultural. A edição deveria ter chegado às livrarias em 2012, mas acabou recolhida às pressas porque alguns poemas encontrados naqueles rascunhos não seriam de Itamar. Depois de identificados, foram mantidos na nova edição com o registro das devidas autorias.

“Ele escrevia o dia todo. Não tenho recordação de um dia do meu pai sem que ele estivesse com um desses cadernos nas mãos. Tudo começava ali. É uma grande descoberta, mesmo para quem já conhecia a obra dele”, conta a também cantora e compositora Anelis Assumpção, caçula de Itamar. “Se ele estivesse vivo, ia causar na internet. Era a cara dele ficar soltando tiradas, poemas e observações bem-humoradas, como fazia nesses escritos”.

Foi ela quem acabou fuçando as caixas com a irmã, Serena. Uma reforma no imóvel da família, em 2006, exigiu que o arquivo fosse movido do lugar. Anelis percebeu que, no meio dos cadernos espirais – sempre do mesmo modelo universitário, com fotos de paisagens, carros ou motocicletas na capa -, estava transcrito todo o processo criativo do pai, um dos principais expoentes da Vanguarda Paulista, no início dos anos 1980, ao lado de Arrigo Barnabé e do Grupo Rumo.

Com a ajuda da mãe, da irmã e do compositor Marcelo Del Rio, amigo de Itamar e vizinho da família, Anelis começou a digitalizar o material no ano seguinte para usá-lo no filme “Daquele instante em diante”, documentário que o diretor Rogério Velloso fazia na época sobre o artista e que foi lançado em 2011. Até ter a ideia de transformar todos os cadernos do pai num livro.

Confira aqui a matéria na íntegra

E veja aqui mais informações sobre o livro

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