Antropologia e Performance / De que riem os boias-frias – Teatrojornal, março de 2014

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Editora lança dia 25 obras que correlacionam antropologia e teatro

A Editora Terceiro Nome e o Núcleo de Antropologia Urbana da USP lançam duas obras que correlacionam antropologia e teatro. De que riem os boias-frias? – Diários de antropologia e teatro, de John Dawsey, e Antropologia e performance: ensaios Napedra, em que Dawsey é coorganizador ao lado de Regina P. Müller, Rose Satiko Gitirana Hikiji e Marianna Francisca Martins Monteiro. Os livros serão lançados no dia 25/3, terça-feira, às 19h, no Espaço Cachuera!, em São Paulo (Rua Monte Alegre, 1.094, Perdizes, tel. 11 3872-8113).

 

Ambas as obras saem pelo selo Coleção Antropologia Hoje focado em pesquisas etnográficas, sobretudo oriundas do Núcleo de Antropologia, Performance e Drama, o Napedra, coordenado por Dawsey, professor titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP).

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Em De que riem os boias-frias? – Diários de antropologia e teatro (304 páginass, R$ 44), Dawsey registra sua vivência e aprendizado durante anos junto aos boias-frias. Acolhido por uma família de migrantes oriundos do norte de Minas Gerais, morou em um dos barracos que se alojam nas encostas de um pequeno abismo na periferia de Piracicaba, cidade do interior paulista. Ali ganhou o nome de João Branco. Com os boias-frias viajou diariamente aos canaviais e com eles trabalhou no corte da cana – a matéria-prima que alimentava as indústrias e os sonhos de uma nação.

Do estudo desse material emerge uma análise capaz de revitalizar o pensamento antropológico em suas interfaces com o teatro. À luz do pensamento de Walter Benjamin e do teatro épico de Bertolt Brecht, que se projeta sobre a “virada performativa” de antropólogos como Victor Turner e Clifford Geertz, se produz um modo incisivo de fazer etnografia.

Dividido em quatro partes, Antropologia e performance: ensaios Napedra (503 páginas, R$ 48) trata primeiramente da relação entre corpo, drama e memória. A segunda parte analisa performances festivas, desde as raves até rituais religiosos de devoção. Já na terceira parte, os artigos se concentram no cinema como forma de expressão. Por fim, na quarta parte, os autores discutem a descrição e abordagem analítica de processos de criação artística contemporânea.

O DVD encartado no livro traz os filmes Tribo planetária, de Carolina Abreu; Ritual da vida, de Edgar Teodoro da Cunha; Pesquisadores performers, de Francirosy Campos Barbosa Ferreira; Amores de circo, de Ana Lúcia Ferraz; A arte e a rua, de Rose Satiko e Carol Caffé; Mira, Chica, de Regina Müller; e Guerreiras e heroínas em performance, de Luciana Lyra.

Os artigos e filmes são resultado das pesquisas do Napedra, grupo que reúne antropólogos que estudam temas relacionados às artes performativas e pesquisadores das artes interessados em antropologia.

Leia aqui a matéria na íntegra

Veja aqui mais informações sobre o livro Antropologia e Performance e aqui sobre o livro De que riem os boias-frias

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