Artimanhas da ficção – Revista Platero, junho/2010

artimanhas

 

“”Histórias de amor são tão antigas quanto a humanidade, mas parecem jamais perder a capacidade de seduzir novos corações”, diz a jornalista, escritora e professora de História da Literatura Thaís Rodegheri Manzano, que tem vários títulos publicados, entre eles Artimanhas da ficção – Ensaios de literatura. “Ao longo dos séculos de produção romanesca, inúmeros heróis se imortalizaram à custa de suas aventuras amorosas. Alguns desses heróis tornaram-se símbolos de sedução ‘maligna’, outros, de vítimas inocentes dela. Os leitores, porém, jamais se importaram com os desvios de seus heróis, apenas desejaram emocionar-se com suas desventuras.”

Ela comenta que Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe, teve um efeito tão fulminante na época de sua publicação, 1774, que até hoje é um paradigma de paixões malsucedidas. Werther, fascinado pela jovem Charlotte, prometida a outro, é incapaz de conquistá-la e se entrega ao desespero. “Essa prosa poética arrebatadora conquistou as almas atormentadas por dores semelhantes. Espalhou-se uma febre wertheriana. Os menos contagiados vestiram-se com as cores do par romântico: as jovens, de branco e rosa; os rapazes, de azul e amarelo. Os mais contaminados suicidaram-se, e cidades da Alemanha chegaram a vetar a circulação do livro. Goethe, horrorizado com a onda que desencadeara, advertiu no prefácio da segunda edição: Seja homem, e não me siga!“.”

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